sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Campos perde quase metade dos empregos em 2025: a cidade desce a ladeira sob propaganda enganosa

Segundo os dados do CAGED de dezembro, divulgados no dia de ontem, referentes ao último mês do ano de 2025 que ainda faltava ser contabilizado, foi possível levantar a empregabilidade total da economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) em 2025 e compará-la com o número de empregos gerados em 2024. O resultado não foi nada favorável.

Como se pode observar no gráfico, por meio da barra relativa ao saldo líquido total, que corresponde ao número de postos de trabalho criados a mais no período de janeiro a dezembro de cada ano analisado nesta postagem, constata-se que a economia campista perdeu 44,17% dos empregos em 2025. Esse dado demonstra de forma clara que a economia de Campos não vai nada bem. Trata-se de uma estrutura produtiva que vem se fragilizando ao longo do tempo por diversos fatores, sendo o principal deles a ausência de um setor econômico dinâmico capaz de impulsionar o crescimento local.

Vivemos atualmente o final do ciclo do petróleo. No passado, deixamos de diversificar a base produtiva durante o ciclo do açúcar e, mais uma vez, repetimos o mesmo erro no ciclo petrolífero, acreditando que, em economia, tudo é mágico e eterno. As elites políticas e econômicas da cidade se enganaram profundamente. Os recursos produtivos são escassos e precisam ser otimizados para gerar o maior retorno possível, como ensina a Ciência Econômica. No entanto, o que se observa é a atuação de elites predatórias e pouco criativas, algo evidenciado pela realidade econômica, social e urbana de Campos dos Goytacazes (RJ): uma cidade abandonada e sem perspectivas para sua juventude. Basta percorrer os bairros periféricos para constatar o estado de caos em que se encontra a cidade.

Para resumir, trata-se de um município que teve tanto dinheiro que o desperdiçou em obras faraônicas, como o sambódromo de Dona Rosinha, o CEPOP, hoje fechado e deteriorado pela ação do tempo, já que a cidade sequer possui mais carnaval. Pior ainda, não conseguiu realizar o mínimo necessário: oferecer um sistema de transporte público digno à população, que sofre diariamente nas esquinas aguardando por conduções que muitas vezes não chegam, seja para se deslocar ao trabalho ou atender outras necessidades básicas de cidadania. O cenário é profundamente lamentável. Atualmente, Campos depende das rendas provenientes das economias de Macaé e São João da Barra, que sustentam um setor de serviços de baixo valor agregado e salários reduzidos, especialmente na área da saúde.

Por fim, para não me alongar ainda mais, os números da economia campista em 2025 evidenciam que a cidade continua em trajetória descendente, enquanto um pequeno grupo de apoiadores do prefeito Wladimir Garotinho é remunerado generosamente para defender o que chamam de governo, que pode ser tudo, menos um governo de fato. O mais grave é que, segundo a mídia local, o prefeito pretende disputar outro cargo este ano, deixando a prefeitura mergulhada em crise fiscal e financeira sob a responsabilidade do vice-prefeito, apresentado como um “gestor contumaz”. Convém lembrar que esse mesmo “gestor” não conseguiu administrar sua própria usina de açúcar, atualmente em processo acelerado de falência e que, segundo os jornais locais, talvez nem opere neste ano. Que gestor é esse? Eis a ironia. Diante disso, cabe recordar o ditado popular: “nós, campistas, estamos em um mato sem cachorro.”

 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Selic em 15%: decisão conservadora do BC adia corte para março

O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. No entanto, já sinalizou que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para os dias 17 e 18 de março, deverá iniciar a trajetória de queda dos juros, obviamente sem comprometer a meta inflacionária, que é o principal objetivo da política monetária.

Ainda assim, o que efetivamente determinará a redução em março será a conjuntura econômica, o que não chega a ser novidade. Caso o cenário macroeconômico permaneça na atual estabilidade, a  Selic pornográfica praticada pelo Banco Central tende a recuar.

A variável Donald Trump já não assusta mais o mercado. Trata-se de um risco amplamente precificado. Pelo contrário, a continuidade de seu governo desastroso para o mundo e para os próprios Estados Unidos, que enfrentam inúmeros conflitos sociais e urbanos, contribui para seu isolamento crescente. Com isso, a moeda americana se desvaloriza, enquanto os agentes econômicos, de forma geral, buscam proteção em ativos como ouro e prata e direcionam recursos para economias emergentes que inspiram confiança, como a brasileira. Não é por acaso que a bolsa de valores do Brasil segue batendo recordes sucessivos.

Portanto, encerro esta postagem afirmando que a esperança de queda da taxa básica de juros em março foi renovada. Ainda assim, avalio que os juros já poderiam ter começado a cair. O Copom, na nossa opinião, adotou uma decisão excessivamente conservadora.

 

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Com R$ 134 milhões em caixa, Saquarema escancara a desigualdade dos royalties no Rio de Janeiro

 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) creditou nas contas dos municípios produtores de petróleo do estado do Rio de Janeiro a parcela dos royalties de janeiro de 2026, no regime de partilha. Pela Lei Federal nº 12.858/2013, esses recursos devem ser destinados obrigatoriamente, sendo 75% para a educação e 25% para a saúde.

O gráfico apresenta os repasses referentes aos municípios das bacias de Campos e de Santos, no pré-sal. No caso da Bacia de Santos, estão incluídas as cidades de Maricá, Niterói e Saquarema; as demais pertencem à Bacia de Campos.

Essas receitas são originárias, em sua maior parte, dos poços do pré-sal. Como os municípios da Bacia de Campos possuem poucos campos nessa camada, os valores recebidos são significativamente menores. O caso mais escandaloso, em termos de volume de recursos, é o de Saquarema que, com cerca de cem mil habitantes, segundo o IBGE, recebeu mais de R$ 134 milhões. A dedução lógica é que, nesse município, a educação e a saúde devem ser de primeiro mundo, ou trata-se apenas de um equívoco nosso.

Portanto, há prefeitos no estado do Rio de Janeiro nadando de braçada em um verdadeiro oceano de dinheiro, enquanto a maioria dos municípios enfrenta uma profunda crise fiscal e financeira, de pires na mão. Oh! Injustiça.

 


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Campos investe mais em Cultura que Macaé em 2025 — e a área cultural não pode reclamar

 

Dos municípios produtores de petróleo da Região Norte Fluminense, segundo dados do TCE-RJ, Campos foi o que mais destinou recursos à área cultural no período de janeiro a outubro de 2025, como evidencia de forma hierarquizada o gráfico.

Portanto, a área da cultura campista não pode alegar falta de recursos. Vale lembrar que Campos superou Macaé em volume de investimentos, mesmo com a prefeitura macaense dispondo, em 2025, de um orçamento total próximo de R$ 4 bilhões, muito superior ao de Campos.

 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Emprego industrial segue fraco e decepciona em novembro de 2025 no Norte Fluminense

Segundo a pesquisa do CAGED sobre o emprego industrial, no comparativo entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a indústria da economia de Campos apresentou recuperação na geração de postos de trabalho, embora ainda tenha encerrado novembro de 2025 com saldo negativo. Em Macaé, houve redução na criação de empregos industriais no mesmo período. Já Rio das Ostras registrou melhora na empregabilidade, enquanto a economia portuária de São João da Barra apresentou piora.

Esse é, portanto, o cenário do emprego industrial nos municípios de maior densidade econômica da Região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ANP deposita os royalties de janeiro de 2026 para os municípios produtores de petróleo do RJ

 

Já está depositada na conta dos municípios produtores de petróleo, pela ANP, a parcela dos royalties referente ao mês de dezembro de 2026, tanto das prefeituras integrantes da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto da Bacia de Santos, no pré-sal, cujos municípios são Maricá, Niterói e Saquarema.

Apenas uma observação: os valores apresentados no gráfico estão organizados do maior para o menor. Nessa ordem hierárquica, Maricá recebe o maior repasse, enquanto São João da Barra registra o menor.

Portanto, dinheiro no cofre das prefeituras no dia de hoje!

     


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pobreza cresce nos municípios ricos do Norte Fluminense e só recua em Campos em janeiro de 2026

 

Segundo os dados estatísticos de 2026, divulgados pelo Ministério da Cidadania do governo federal, a pobreza aumentou nos municípios de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Apenas em Campos houve redução, ainda que muito pequena, como é importante ressaltar, conforme se observa no gráfico referente ao período de janeiro de 2026 em comparação com janeiro de 2025. Os números correspondem às pessoas em situação de vulnerabilidade social cadastradas no CADÚNICO.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Construção civil apresenta desempenho fraco no Norte Fluminense em novembro de 2025

O mercado de trabalho da construção civil na economia de Campos, em novembro de 2025, ampliou o número de demissões quando comparado a novembro de 2024, período em que o saldo líquido ficou em menos 66 postos de trabalho, o que não representa um bom resultado.

Já na economia de Macaé houve uma pequena reação, pois em novembro de 2024 o saldo líquido foi negativo e, agora, em novembro de 2025, registrou-se um resultado positivo de 123 empregos formais. Ainda assim, trata-se de um desempenho pouco animador.

Em Rio das Ostras, o mercado de trabalho em novembro de 2024 perdeu 64 vagas e, atualmente, apresentou saldo positivo de 37 empregos com carteira assinada. Um avanço modesto e de baixa expressividade, assim como observado em Macaé.

No que se refere a São João da Barra, cujo saldo líquido havia sido negativo em 213 trabalhadores, em novembro de 2025 ocorreu estabilização em zero, ou seja, sem demissões e sem admissões. O Porto do Açu aparenta ter interrompido as contratações nesse importante segmento econômico, possivelmente em razão da ausência de obras infraestruturais.

Diante desse cenário, pode-se afirmar que, em novembro de 2025, apenas Macaé e Rio das Ostras apresentaram resultados satisfatórios no mercado de trabalho da construção civil, porém de forma muito pouco expressiva, o que não há motivo para comemoração.

 

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Gastos milionários na assistência social não reduzem a pobreza nos municípios

 

Nos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, os gastos destinados à área social são bastante expressivos. Nos dez primeiros meses de 2025, Macaé aplicou quase cem milhões de reais nesse setor, Campos aproximadamente noventa milhões, Rio das Ostras cerca de dezesseis milhões e São João da Barra quase cinquenta milhões, conforme dados disponibilizados no site do TCE-RJ.

Apesar do elevado volume de recursos direcionados às políticas sociais, essas localidades ainda apresentam índices significativos de pobreza, segundo informações do Ministério da Cidadania do Governo Federal, o que se revela contraditório e preocupante. Nos próximos dias, serão divulgados os dados atualizados sobre a pobreza na região.

 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Banco Central divulga prévia do PIB com crescimento de 0,7%

Segundo o Banco Central do Brasil (BACEN), nesta sexta-feira, por meio do IBC-Br, indicador que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira registrou crescimento de 0,7% em novembro de 2025 em relação a outubro deste ano, impulsionada principalmente pelos setores da indústria e dos serviços. O último resultado positivo havia sido observado em agosto.

Trata-se de uma notícia favorável no cenário econômico, especialmente diante do volume de informações negativas recentemente divulgadas pela mídia, o que é positivo, diga-se de passagem, sobre o maior escândalo financeiro do país envolvendo o Banco Master. Há indícios da participação de agentes de grande porte, alcançando as diferentes esferas de poder da República brasileira. Inclusive, circula a avaliação de que a instituição teria servido a interesses específicos do Centrão, revelando conexões com setores da direita e da extrema direita de caráter mafioso.

 

 

 

Quanto custou o vereador para o contribuinte? Execução orçamentária do Legislativo municipal (jan.–out. 2025)

 

Segundo os dados extraídos do site do TCE-RJ referentes à execução orçamentária, no período de janeiro a outubro de 2025, dos Poderes Legislativos dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, observa-se que a Câmara Municipal que representa o maior custo para o contribuinte é a de Macaé, seguida pela de Campos, conforme se verifica no gráfico apresentado.

A título de esclarecimento, no caso específico do Legislativo campista, o valor considerado tem como base a despesa empenhada. Dessa forma, cabe a cada cidadão refletir sobre o custo da atuação dos vereadores para a sociedade nos municípios evidenciados no gráfico.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Macaé registra o maior saldo de empregos no setor de serviços em novembro de 2025

No mês de novembro de 2025, em comparação com 2024, a empregabilidade no setor de prestação de serviços apresentou crescimento nos mercados de trabalho de Campos, Macaé e São João da Barra, enquanto houve retração em Rio das Ostras, conforme os dados mais recentes do CAGED. Entre os municípios analisados, Macaé foi o que registrou a maior abertura de postos formais nesse segmento, ao passo que Rio das Ostras foi o único a encerrar o período com saldo líquido negativo.

No caso de São João da Barra, cabe uma observação específica: apesar da geração de empregos no setor de serviços, o volume criado ainda é reduzido diante do potencial existente na atual conjuntura econômica, especialmente em função da importância da estrutura do Porto do Açu para a dinâmica local. Desse modo, esse é o panorama do emprego no setor de serviços nas economias de maior densidade econômica da região Norte Fluminense.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Campos investe mais que Macaé em saúde em 2025; o desafio está na qualidade da prestação dos serviços

De acordo com os dados extraídos do site do TCE-RJ, referentes à execução orçamentária da saúde pública no período de janeiro a outubro de 2025, nos municípios evidenciados no gráfico, observa-se que a Secretaria de Saúde de Campos, no intervalo analisado, no que tange aos investimentos em políticas públicas de saúde, superou os gastos realizados pela Secretaria de Saúde de Macaé. Tal resultado causa surpresa, considerando que o município macaense contou com um orçamento total superior a R$ 4 bilhões, ressalta-se que esse valor se refere ao orçamento geral do município, e não exclusivamente à pasta da saúde.

Já São João da Barra apresentou aplicação inferior à de Rio das Ostras nessa área estratégica da Administração Pública. Diante desse cenário, presume-se que a prestação dos serviços de saúde nesses municípios deve ser de boa qualidade, uma vez que os recursos financeiros disponíveis não faltam conforme pode se constatar no gráfico.

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Agente Secreto, a memória histórica e a lição de Ulisses Guimarães: “tenho ódio e nojo da ditadura”

 

Dois filmes brasileiros foram contemplados no exterior ao abordarem um dos períodos mais vergonhosos da história do nosso país: a ditadura militar. O Agente Secreto, premiado ontem no Globo de Ouro 2026, em Los Angeles, é dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por obras como Bacurau e Aquarius. Na mesma premiação, Wagner Moura recebeu o prêmio de Melhor Ator. O outro filme, Ainda Estou Aqui, é do diretor Walter Salles, consagrado internacionalmente por trabalhos como Central do Brasil e Diários de Motocicleta, e foi premiado em março de 2025, reforçando seu reconhecimento internacional. A atriz Fernanda Torres foi laureada, e o elenco ainda contou com a atuação marcante de Selton Mello. Essas conquistas enchem de orgulho a alma do povo brasileiro, que não merece jamais voltar a sofrer a humilhação imposta pelo regime militar.

O que causa profunda preocupação é o fato de ainda existir, na sociedade brasileira, um segmento de extremistas de direita que ignora,  ou finge desconhecer, esse período sombrio e sangrento da nossa história. Trata-se de um tempo que deixou marcas indeléveis na vida social, política e institucional do país, marcado por métodos autoritários e pela supressão de direitos. Ainda assim, há quem defenda o retorno da ditadura, muitas vezes iludido por narrativas fantasiosas difundidas por pseudo-líderes que insistem em apresentar aquele momento como uma fase de prosperidade econômica. Foi, na verdade, um período de intenso sofrimento, minha gente.

Para quem não sabe, ou prefere esquecer, a hiperinflação brasileira, que chegou a cerca de 80% ao mês e ultrapassou 2.000% ao ano, foi consequência direta das políticas adotadas durante os governos militares. Uma herança maldita, fruto de gestões públicas temerárias, que os governos civis posteriores precisaram enfrentar. A estabilização da economia só ocorreu com o Plano Real, em 1994, no governo Fernando Henrique Cardoso. À época, o Brasil encontrava-se profundamente endividado junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), acumulando uma das maiores dívidas externas do mundo. Resultado da atuação do então ministro da Economia, Delfim Neto, que optou por expandir o PIB por meio do endividamento externo e pela concentração significativa de renda. Quem pagou essa conta foi a população brasileira, sobretudo os mais pobres. Faço aqui apenas um breve resumo, sem me aprofundar nos detalhes da conjuntura econômica sob os generais.

Por fim, destaco que filmes como os premiados acima cumprem um papel fundamental ao lembrar e relembrar a sociedade da tragédia vivida pelo Brasil sob o comando dos militares. Para ilustrar, o deputado federal Ulisses Guimarães, do PMDB, homem de hábitos conservadores, afirmou com clareza: “Eu tenho ódio e nojo da ditadura”. Não há muito mais a acrescentar. Como autor deste breve texto, faço questão de deixar explícito: eu também tenho ódio e nojo da ditadura.

 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Com alívio nos alimentos, inflação de 2025 permanece dentro da meta

 

O IBGE divulgou hoje a inflação do ano de 2025, que ficou em 4,26% pelo IPCA, dentro da meta pré-estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já a inflação do mês de dezembro registrou 0,33%, contra 0,18% em novembro de 2025. Trata-se do menor IPCA desde 2019, quando a inflação anualizada alcançou 4,31%.

O que contribuiu para que a inflação de 2025 permanecesse dentro da meta de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, foram os alimentos, que se mantiveram em uma trajetória média de preços baixos ao longo do período, apesar de um pequeno aumento observado em dezembro. De qualquer forma, é importante ressaltar que eles foram os principais responsáveis por esse bom resultado.

Portanto, trata-se de mais uma evidência de que o Banco Central deve, já a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), refletir seriamente sobre a redução da taxa básica de juros, que, como costumamos abordar de forma metafórica, permanece em um patamar pornográfico de 15% ao ano na economia brasileira. Isso porque a atividade econômica vem desacelerando em alguns segmentos, como, por exemplo, o setor industrial, cujo desempenho foi divulgado ontem e apresentou um resultado bastante negativo em 2025.

 





quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Produção industrial encerra novembro de 2025 sem crescimento, segundo o IBGE

 

O IBGE divulgou hoje os dados da produção industrial de novembro de 2025, que permaneceram estáveis após crescimento de 0,1% em outubro. Analistas do mercado projetavam uma alta de 0,3% no mês.

Na comparação com novembro de 2024, a indústria registrou retração de 1,2%. No acumulado do ano, a atividade industrial avançou 0,6%, enquanto no intervalo de 12 meses a elevação foi de 0,7%. Esse desempenho evidencia, dentro desse contexto, uma fragilidade por parte da indústria nacional, intimamente associada ao encarecimento do crédito, uma vez que as empresas enfrentam dificuldades para ampliar os investimentos diante da taxa Selic do Banco Central ainda em 15% ao ano.

O principal fator que contribuiu para o esfriamento da indústria em novembro foi a queda de 2,6% na produção da indústria extrativa mineral, que havia crescido 3,5% em outubro. Conforme destacou pesquisador do IBGE: “A queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro”.

Por fim, fica o apelo para que as autoridades monetárias do país, leia-se BACEN, promovam a redução da taxa básica de juros, que adentra 2026 também provocando arrefecimento da atividade industrial, embora o presente estudo se refira a novembro de 2025. Chega de juros altos!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Às vésperas do Natal de 2025, Campos e São João da Barra apresentam retração na criação de empregos formais

 

No mês que antecedeu o Natal, segundo dados do CAGED divulgados pelo Ministério do Trabalho do governo federal, na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, observa-se que as economias de Macaé e de Rio das Ostras ampliaram a criação de postos de trabalho formais, respectivamente em 81,50% e 78,57%. Esse desempenho foi influenciado, evidentemente, pelo clima natalino, que via de regra estimula o consumo, além da injeção de renda proporcionada pelo décimo terceiro salário.

Em relação à economia de Campos, constata-se uma redução da empregabilidade próxima de 10%. Ainda assim, o saldo líquido permaneceu positivo, com a abertura de 130 vagas formais no período analisado. Já em São João da Barra, foram criados 14 empregos em novembro de 2024, número bastante modesto, e apenas um em novembro de 2025. Esse resultado evidencia que a economia sanjoanense não consegue absorver a renda gerada pelas empresas instaladas no Porto do Açu; o recurso, portanto, não permanece na economia local, o que não representa novidade.

Portanto, onde o dinheiro efetivamente circula, os empregos com carteira assinada tendem a surgir, o que não se verifica nem em Campos nem em São João da Barra. Em Campos, observa-se uma desaceleração natural da atividade econômica, enquanto, em São João da Barra, as razões já foram expostas. É desse jeito.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Na contramão dos municípios petrolíferos, Campos reduz a pobreza em dezembro de 2025

 

O Ministério da Cidadania do governo federal divulgou os dados do número de cadastrados, ou de pessoas em situação de pobreza, no CADÚNICO dos municípios ricos ou dependentes da renda do petróleo referentes a dezembro de 2024 e 2025.

Dentro do contexto dos números apresentados no gráfico, observa-se que a pobreza reduziu em Campos, cuja economia segue patinando, e, contraditoriamente, naquelas cidades que detêm economias com grandes investimentos,  Macaé, em razão da Petrobrás; Rio das Ostras, em função da Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra, em virtude do Porto do Açu, houve aumento. Em tese, são sistemas econômicos com mais oportunidades de emprego e renda, o que torna esse comportamento bastante estranho.

Portanto, apenas para ressaltar, em dezembro de 2025 em relação a dezembro de 2024, somente o município de Campos apresentou uma conjuntura social mais animadora, apesar de a variação percentual dos cadastrados no CADÚNICO ter recuado apenas 3,57%. Ainda assim, trata-se de um avanço quando comparado aos demais municípios.

 


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Com royalties de dezembro, prefeituras produtoras encerraram o ano com caixa reforçado

Os municípios petrorrentistas do estado do Rio de Janeiro encerraram o ano com recursos em caixa, em razão dos royalties por concessão pagos pela ANP, referentes ao mês de dezembro de 2025.

Maricá, Niterói e Saquarema, integrantes da Bacia de Santos e beneficiados pela produção do pré-sal, receberam valores expressivos quando comparados aos demais entes vinculados à Bacia de Campos, com Maricá registrando os maiores montantes.

No âmbito da Bacia de Campos, Macaé se destacou como o principal recebedor, com mais de R$ 65 milhões, seguido por Campos dos Goytacazes, que apresentou rendimentos superiores a R$ 35 milhões.

Dessa forma, do ponto de vista financeiro, o Papai Noel foi generoso com os prefeitos da região produtora de petróleo do estado.




sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Campos dos Goytacazes registra saldo positivo de 103 empregos formais em novembro de 2025

 

Segundo o saldo líquido de empregos do CAGED, na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) apresentou avanço na geração de postos de trabalho, conforme evidenciado no gráfico pelo resultado do saldo líquido total.

Em novembro de 2024, foram eliminados 68 vínculos formais, enquanto em novembro de 2025 houve uma reversão desse movimento, com o encerramento do mês registrando a criação de 103 empregos formais. Esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pelos setores de serviços e comércio, configurando um resultado positivo para o município.


Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A Mesorregião Norte Fluminense gerou 11,9 mil empregos no período de janeiro a novembro de 2025

 

A Mesorregião Norte Fluminense gerou um saldo de 678 empregos em novembro deste ano. Macaé liderou o processo com a geração de 810 novas vagas, seguido por Campos dos Goytacazes com a geração de 103 vagas de emprego no mês. São Francisco do Itabapoana eliminou 265 vagas em função do encerramento da safra de cana de açúcar.

No acumulado de janeiro a novembro a mesorregião gerou um saldo de 11.899 empregos. Macaé teve uma participação de 69,1%, seguido por Campos dos Goytacazes com uma participação de 19,7% e São João da Barra com uma participação de 7,2% do saldo total no período.

Setorialmente, considerando os principais municípios geradores de emprego na região, as atividades de serviços foram responsáveis pela geração de 8.401 vagas; o comércio gerou 1.532 vagas; a indústria gerou 1.340 e a agropecuária gerou 199 vagas no período. A construção civil eliminou 72 vagas de emprego no acumulado.

O estado do Rio de Janeiro gerou um saldo de 124.271 empregos no acumulado do ano e o país gerou um saldo de 1.895.130 no período.