No mês que antecedeu o
Natal, segundo dados do CAGED divulgados pelo Ministério do Trabalho do governo
federal, na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, observa-se
que as economias de Macaé e de Rio das Ostras ampliaram a criação de postos de
trabalho formais, respectivamente em 81,50% e 78,57%. Esse desempenho foi
influenciado, evidentemente, pelo clima natalino, que via de regra estimula o
consumo, além da injeção de renda proporcionada pelo décimo terceiro salário.
Em
relação à economia de Campos, constata-se uma redução da empregabilidade próxima
de 10%. Ainda assim, o saldo líquido permaneceu positivo, com a abertura de 130
vagas formais no período analisado. Já em São João da Barra, foram criados 14
empregos em novembro de 2024, número bastante modesto, e apenas um em novembro
de 2025. Esse resultado evidencia que a economia sanjoanense não consegue
absorver a renda gerada pelas empresas instaladas no Porto do Açu; o recurso,
portanto, não permanece na economia local, o que não representa novidade.
Portanto,
onde o dinheiro efetivamente circula, os empregos com carteira assinada tendem
a surgir, o que não se verifica nem em Campos nem em São João da Barra. Em
Campos, observa-se uma desaceleração natural da atividade econômica, enquanto,
em São João da Barra, as razões já foram expostas. É desse jeito.



