quinta-feira, 14 de novembro de 2019

DE 2014 A 2018 SÃO JOÃO DA BARRA FOI O MUNICÍPIO COM A MAIOR DEPENDÊNCIA DAS RENDAS DO PETRÓLEO EM RELAÇÃO AO SEU ORÇAMENTO TOTAL



RENDAS DO PETRÓLEO EM RELAÇÃO A RECEITA ORÇAMENTÁRIA TOTAL DE 2014 A 2018 DE CAMPOS, DE MACAÉ, DE RIO DAS OSTRAS E DE SÃO JOÃO DA BARRA






Dentro do cenário atual de baixa arrecadação tributária, por conta da crise econômica do país e as sucessivas quedas dos repasses das indenizações pela extração do petróleo devido à redução da produtividade, dos poços de petróleo maduros da Bacia de Campos, aliado a nova realidade mundial dos preços do barril do petróleo a partir de 2014. É importante retratar neste momento da história regional, o grau de dependência dos orçamentos das prefeituras dos municípios produtores, no que tange as rendas petrolíferas (royalties e participação especial) em relação à receita orçamentária total no período de 2014 a 2018.

No caso do município de Campos, por exemplo, possuía no ano de 2014 uma dependência de 50,05%, o de Macaé de 24,65%, o de Rio das Ostras de 42,71% e o de São João da Barra de 57,74%.

Agora, em relação ao exercício fiscal de 2015, Campos ostentou uma dependência de 35,52%, Macaé de 16,36%, Rio das Ostras de 16,42% e São João da Barra de 48,40%.

No ano de 2016 a dependência de Campos chegou a 14,35%, a de Macaé 13,41%, a de Rio das Ostras 16,42% e a de São João da Barra a 36,51%.
Em 2017, o índice de dependência das rendas do petróleo de Campos ficou em 30,03%, o de Macaé em 20,67%, o de Rio das Ostras em 21,87% e o de São João da Barra em 37,52%.

E, finalmente no ano de 2018, a dependência de Campos, atingiu o patamar de 34,54%, o de Macaé 24,41%, o de Rio das Ostras 29,83% e o de São João da Barra 38,83%.

Com isso, pode-se observar no gráfico, que o município de São João da Barra foi àquele, dentro do período analisado, que apresentou a maior dependência das rendas do petróleo.    

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

INVESTIMENTO PÚBLICO MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DA BARRA CONTINUA SENDO O MENOR DA BACIA PETROLÍFERA DE CAMPOS






INVESTIMENTO PÚBLICO DE JANEIRO A AGOSTO DE 2017 A 2019 DE CAMPOS, DE MACAÉ, DE R. DAS OSTRAS E DE SÃO JOÃO DA BARRA EM VALORES NOMINAIS







O gráfico traz os investimentos em termos absolutos dos principais municípios produtores da Bacia Petrolífera de Campos, no período circunscrito a janeiro a agosto de 2017 a 2019.

O município de Campos disponibilizou de janeiro a agosto de 2017 para investimentos o valor de R$ 942,917 mil, em 2018 R$ 13,573 milhões e em 2019 o numerário de R$ 19,951 milhões.

Em relação à Macaé, os investimentos de janeiro a agosto de 2017, de 2018, de 2019 chegaram respectivamente a R$ 13,372 milhões, a R$ 29,759 milhões e a R$ 28,240 milhões.

Agora, no que tange a Rio das Ostras, o volume de investimentos em 2017 atingiu o patamar de R$ 11,131 milhões, em 2018 R$ o total de 19,102 milhões e em 2019 a R$ 17,884 milhões, também de janeiro a agosto.

Já, São João da Barra município sede do Porto do Açu, investiu de janeiro a agosto de 2017 apenas R$ 206,694 mil. E em 2018 o quantitativo financeiro de R$ 1,452 milhões e em 2019 o valor de R$ 3,829 milhões.

Com isso, pode-se dizer que a prefeitura de São João da Barra continua sendo àquela, que menos investiu em valores absolutos de janeiro a agosto de 2017 a 2019.


terça-feira, 12 de novembro de 2019

Emprego verde amarelo de Bolsonaro será financiado pelo desempregado. São coisas de Paulo Guedes o “Gênio de Chicago”.






Governo Bolsonaro lançou ontem o seu programa de geração de empregos denominado Verde Amarelo. Ele tem como objetivo gerar cerca de dois milhões de empregos nos próximos três anos, para os jovens de 18 a 29 anos.

Para incentivar os empresários a contratarem o governo, promoverá a renúncia fiscal de alguns tributos, cuja compensação decorrerá das receitas do financiamento da alíquota de 7,5% que incidirá sobre o seguro desemprego, dos trabalhadores desempregados do país.

Realmente tal proposta visando mitigar o desemprego no país, no que tange ao seu financiamento é bizarra. Tirar renda daqueles que já experimentam o gosto amargo da chaga social do desemprego para pagar a conta da renúncia fiscal, enquanto os bancos brasileiros auferem lucros exorbitantes semestralmente, deixa claro a sociedade, os interesses escusos da equipe econômica bolsonarista, representantes legítimos do sistema financeiro nacional. E, com isso, surge a pergunta lapidar: por que não tributar os bancos?

Por essas e outras ações é que podemos afirmar sem medo de errar: são coisas do “Gênio de Chicago”. Mais uma vez o andar de baixo pagando a conta no país.


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

DESPESA COM A MÁQUINA PÚBLICA DA PREFEITURA DE SÃO JOÃO DA BARRA CRESCEU NO PERÍODO DE JANEIRO A AGOSTO DE 2017 A 2019 MAIS DE 77% ENQUANTO A DE MACAÉ APENAS 3,89%





CUSTEIO FIXO E VARIÁVEL DAS PREFEITURAS DE CAMPOS, DE MACAÉ, DE RIO DAS OSTRAS E DE SÃO JOÃO DA BARRA DE JANEIRO A AGOSTO DE 2017 A 2019 






O gráfico traz o custeio fixo e variável (despesa com a máquina pública) das prefeituras dos principais municípios da Bacia Petrolífera de Campos, sem considerar as respectivas despesas com a folha de servidores de 2017 a 2019, no período de janeiro a agosto.  

O município de Campos, por exemplo, aumentou o seu custeio em 15,53 % de janeiro a agosto de 2019 em relação a 2017.  Já o de Macaé, neste mesmo recorte de tempo, teve crescimento de apenas 3,89% e no ano de 2018 em relação ao exercício fiscal de 2017, como se verifica no gráfico ocorreu até redução da despesa em 6,03%.  

Rio das Ostras e São João da Barra foram os campeões, no que tange a elevação da despesa pública, com o dinheiro do contribuinte. De janeiro a agosto de 2019 em relação a 2017 as despesas correntes de Rio das Ostras cresceram 45,16% e a de São João da Barra 77,73%.

Assim, em face desse contexto, pode-se dizer que os prefeitos que assumiram os encargos de administrar os seus municípios no ano de 2017, dentro da conjuntura de escassez de recursos públicos, por conta da crise econômica e fiscal nacional, estadual e municipal, somente o de Macaé até agora, apresentou resultado operacional compatível com a realidade dos fatos.  E a prefeita de São João da Barra foi a “gestora” que mais aumentou a despesa com a máquina pública. O que não é novidade para ninguém.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

PREÇO DO BARRIL DO PETRÓLEO TIPO BRENT DO MÊS DE OUTUBRO DE 2019 TEVE QUEDA DE 2,36% EM RELAÇÃO A SETEMBRO





PREÇO DO BARRIL DO PETRÓLEO TIPO BRENT DE JANEIRO DE 2014 A OUTUBRO DE 2019




O preço do barril do petróleo tipo Brent encerrou o mês de outubro de 2019 cotado a US$ 59,27. Este valor representa uma pequena redução de 2,36% em relação ao mês anterior.

De qualquer forma o preço de outubro dessa relevante commodities, ainda continua sendo uma boa notícia, para os municípios produtores de petróleo da Região Norte do Estado do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

CONSTRUÇÃO CIVIL DE SÃO JOÃO DA BARRA ABRIU QUASE TRÊS MIL POSTOS DE TRABALHO DE JANEIRO A SETEMBRO DE 2019 E CAMPOS APENAS CENTO E TRINTA E UM




CONSTRUÇÃO CIVIL DE CAMPOS X SÃO JOÃO DA BARRA - JANEIRO A SETEMBRO DE 2019/2018- CAGED






Segundo o último CAGED, no que tange especificamente ao segmento econômico da construção civil. O município de Campos no acumulado de janeiro a setembro do ano de 2019 gerou a mais 131 postos de trabalho. Enquanto neste mesmo período, o município vizinho de São João da Barra criou 2.877 empregos com a carteira assinada.


Já, no ano de 2018 a abertura dos postos de trabalho de Campos, também de janeiro a setembro sofreu uma redução de 435 empregos com a carteira assinada. E São João da Barra abriu nesse mesmo recorte de tempo 967 empregos formais.

Com isso, pode-se afirmar que os números da empregabilidade da construção civil de Campos, a despeito da sua melhora em relação ao ano passado, refletem ainda a baixa capacidade de investimentos nesse setor no período aqui analisado, ao contrário de São João da Barra, cujos quantitativos do emprego demonstram a força da expansão das obras civis do Porto do Açu. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

MUNICIPIO DE SÃO JOÃO DA BARRA PODERÁ RECEBER DE ROYALTIES E PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE 2019 A 2023 UMA MÉDIA ANUALIZADA DE R$ 153.019,26 MILHÕES. SÃO OS REFLEXOS DO FIM DO CICLO DO OURO NEGRO.




ESTIMATIVA DOS ROYALTIES E PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE 2019 A 2023- SÃO JOÃO DA BARRA - VALORES NOMINAIS 






Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o município de São João da Barra receberá de royalties e participação especial de 2019 a 2023, uma média anualizada de R$ 153.019,26. Sem contar, obviamente, o aumento ou a diminuição desses valores em decorrência da variação da taxa de câmbio e do preço do petróleo dentro do recorte de tempo pré-estabelecido no gráfico.

Assim, no ano de 2019 a estimativa dos repasses totalizará o valor de R$ 143,609 milhões, em 2020 R$ 150,976 milhões, em 2021 R$ 147,312 milhões, em 2022 156,879 e em 2023 R$ 166,317 milhões.  Isso se o STF mantiver no dia vinte de novembro as atuais regras de divisão das rendas do petróleo.