terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Construção civil apresenta desempenho fraco no Norte Fluminense em novembro de 2025

O mercado de trabalho da construção civil na economia de Campos, em novembro de 2025, ampliou o número de demissões quando comparado a novembro de 2024, período em que o saldo líquido ficou em menos 66 postos de trabalho, o que não representa um bom resultado.

Já na economia de Macaé houve uma pequena reação, pois em novembro de 2024 o saldo líquido foi negativo e, agora, em novembro de 2025, registrou-se um resultado positivo de 123 empregos formais. Ainda assim, trata-se de um desempenho pouco animador.

Em Rio das Ostras, o mercado de trabalho em novembro de 2024 perdeu 64 vagas e, atualmente, apresentou saldo positivo de 37 empregos com carteira assinada. Um avanço modesto e de baixa expressividade, assim como observado em Macaé.

No que se refere a São João da Barra, cujo saldo líquido havia sido negativo em 213 trabalhadores, em novembro de 2025 ocorreu estabilização em zero, ou seja, sem demissões e sem admissões. O Porto do Açu aparenta ter interrompido as contratações nesse importante segmento econômico, possivelmente em razão da ausência de obras infraestruturais.

Diante desse cenário, pode-se afirmar que, em novembro de 2025, apenas Macaé e Rio das Ostras apresentaram resultados satisfatórios no mercado de trabalho da construção civil, porém de forma muito pouco expressiva, o que não há motivo para comemoração.

 

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Gastos milionários na assistência social não reduzem a pobreza nos municípios

 

Nos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, os gastos destinados à área social são bastante expressivos. Nos dez primeiros meses de 2025, Macaé aplicou quase cem milhões de reais nesse setor, Campos aproximadamente noventa milhões, Rio das Ostras cerca de dezesseis milhões e São João da Barra quase cinquenta milhões, conforme dados disponibilizados no site do TCE-RJ.

Apesar do elevado volume de recursos direcionados às políticas sociais, essas localidades ainda apresentam índices significativos de pobreza, segundo informações do Ministério da Cidadania do Governo Federal, o que se revela contraditório e preocupante. Nos próximos dias, serão divulgados os dados atualizados sobre a pobreza na região.

 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Banco Central divulga prévia do PIB com crescimento de 0,7%

Segundo o Banco Central do Brasil (BACEN), nesta sexta-feira, por meio do IBC-Br, indicador que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira registrou crescimento de 0,7% em novembro de 2025 em relação a outubro deste ano, impulsionada principalmente pelos setores da indústria e dos serviços. O último resultado positivo havia sido observado em agosto.

Trata-se de uma notícia favorável no cenário econômico, especialmente diante do volume de informações negativas recentemente divulgadas pela mídia, o que é positivo, diga-se de passagem, sobre o maior escândalo financeiro do país envolvendo o Banco Master. Há indícios da participação de agentes de grande porte, alcançando as diferentes esferas de poder da República brasileira. Inclusive, circula a avaliação de que a instituição teria servido a interesses específicos do Centrão, revelando conexões com setores da direita e da extrema direita de caráter mafioso.

 

 

 

Quanto custou o vereador para o contribuinte? Execução orçamentária do Legislativo municipal (jan.–out. 2025)

 

Segundo os dados extraídos do site do TCE-RJ referentes à execução orçamentária, no período de janeiro a outubro de 2025, dos Poderes Legislativos dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, observa-se que a Câmara Municipal que representa o maior custo para o contribuinte é a de Macaé, seguida pela de Campos, conforme se verifica no gráfico apresentado.

A título de esclarecimento, no caso específico do Legislativo campista, o valor considerado tem como base a despesa empenhada. Dessa forma, cabe a cada cidadão refletir sobre o custo da atuação dos vereadores para a sociedade nos municípios evidenciados no gráfico.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Macaé registra o maior saldo de empregos no setor de serviços em novembro de 2025

No mês de novembro de 2025, em comparação com 2024, a empregabilidade no setor de prestação de serviços apresentou crescimento nos mercados de trabalho de Campos, Macaé e São João da Barra, enquanto houve retração em Rio das Ostras, conforme os dados mais recentes do CAGED. Entre os municípios analisados, Macaé foi o que registrou a maior abertura de postos formais nesse segmento, ao passo que Rio das Ostras foi o único a encerrar o período com saldo líquido negativo.

No caso de São João da Barra, cabe uma observação específica: apesar da geração de empregos no setor de serviços, o volume criado ainda é reduzido diante do potencial existente na atual conjuntura econômica, especialmente em função da importância da estrutura do Porto do Açu para a dinâmica local. Desse modo, esse é o panorama do emprego no setor de serviços nas economias de maior densidade econômica da região Norte Fluminense.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Campos investe mais que Macaé em saúde em 2025; o desafio está na qualidade da prestação dos serviços

De acordo com os dados extraídos do site do TCE-RJ, referentes à execução orçamentária da saúde pública no período de janeiro a outubro de 2025, nos municípios evidenciados no gráfico, observa-se que a Secretaria de Saúde de Campos, no intervalo analisado, no que tange aos investimentos em políticas públicas de saúde, superou os gastos realizados pela Secretaria de Saúde de Macaé. Tal resultado causa surpresa, considerando que o município macaense contou com um orçamento total superior a R$ 4 bilhões, ressalta-se que esse valor se refere ao orçamento geral do município, e não exclusivamente à pasta da saúde.

Já São João da Barra apresentou aplicação inferior à de Rio das Ostras nessa área estratégica da Administração Pública. Diante desse cenário, presume-se que a prestação dos serviços de saúde nesses municípios deve ser de boa qualidade, uma vez que os recursos financeiros disponíveis não faltam conforme pode se constatar no gráfico.

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Agente Secreto, a memória histórica e a lição de Ulisses Guimarães: “tenho ódio e nojo da ditadura”

 

Dois filmes brasileiros foram contemplados no exterior ao abordarem um dos períodos mais vergonhosos da história do nosso país: a ditadura militar. O Agente Secreto, premiado ontem no Globo de Ouro 2026, em Los Angeles, é dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por obras como Bacurau e Aquarius. Na mesma premiação, Wagner Moura recebeu o prêmio de Melhor Ator. O outro filme, Ainda Estou Aqui, é do diretor Walter Salles, consagrado internacionalmente por trabalhos como Central do Brasil e Diários de Motocicleta, e foi premiado em março de 2025, reforçando seu reconhecimento internacional. A atriz Fernanda Torres foi laureada, e o elenco ainda contou com a atuação marcante de Selton Mello. Essas conquistas enchem de orgulho a alma do povo brasileiro, que não merece jamais voltar a sofrer a humilhação imposta pelo regime militar.

O que causa profunda preocupação é o fato de ainda existir, na sociedade brasileira, um segmento de extremistas de direita que ignora,  ou finge desconhecer, esse período sombrio e sangrento da nossa história. Trata-se de um tempo que deixou marcas indeléveis na vida social, política e institucional do país, marcado por métodos autoritários e pela supressão de direitos. Ainda assim, há quem defenda o retorno da ditadura, muitas vezes iludido por narrativas fantasiosas difundidas por pseudo-líderes que insistem em apresentar aquele momento como uma fase de prosperidade econômica. Foi, na verdade, um período de intenso sofrimento, minha gente.

Para quem não sabe, ou prefere esquecer, a hiperinflação brasileira, que chegou a cerca de 80% ao mês e ultrapassou 2.000% ao ano, foi consequência direta das políticas adotadas durante os governos militares. Uma herança maldita, fruto de gestões públicas temerárias, que os governos civis posteriores precisaram enfrentar. A estabilização da economia só ocorreu com o Plano Real, em 1994, no governo Fernando Henrique Cardoso. À época, o Brasil encontrava-se profundamente endividado junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), acumulando uma das maiores dívidas externas do mundo. Resultado da atuação do então ministro da Economia, Delfim Neto, que optou por expandir o PIB por meio do endividamento externo e pela concentração significativa de renda. Quem pagou essa conta foi a população brasileira, sobretudo os mais pobres. Faço aqui apenas um breve resumo, sem me aprofundar nos detalhes da conjuntura econômica sob os generais.

Por fim, destaco que filmes como os premiados acima cumprem um papel fundamental ao lembrar e relembrar a sociedade da tragédia vivida pelo Brasil sob o comando dos militares. Para ilustrar, o deputado federal Ulisses Guimarães, do PMDB, homem de hábitos conservadores, afirmou com clareza: “Eu tenho ódio e nojo da ditadura”. Não há muito mais a acrescentar. Como autor deste breve texto, faço questão de deixar explícito: eu também tenho ódio e nojo da ditadura.