Segundo os dados do CAGED
de dezembro, divulgados no dia de ontem, referentes ao último mês do ano de
2025 que ainda faltava ser contabilizado, foi possível levantar a
empregabilidade total da economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) em
2025 e compará-la com o número de empregos gerados em 2024. O resultado não foi
nada favorável.
Como
se pode observar no gráfico, por meio da barra relativa ao saldo líquido total,
que corresponde ao número de postos de trabalho criados a mais no período de
janeiro a dezembro de cada ano analisado nesta postagem, constata-se que a
economia campista perdeu 44,17% dos empregos em 2025. Esse dado demonstra de
forma clara que a economia de Campos não vai nada bem. Trata-se de uma
estrutura produtiva que vem se fragilizando ao longo do tempo por diversos
fatores, sendo o principal deles a ausência de um setor econômico dinâmico
capaz de impulsionar o crescimento local.
Vivemos
atualmente o final do ciclo do petróleo. No passado, deixamos de diversificar a
base produtiva durante o ciclo do açúcar e, mais uma vez, repetimos o mesmo
erro no ciclo petrolífero, acreditando que, em economia, tudo é mágico e
eterno. As elites políticas e econômicas da cidade se enganaram profundamente.
Os recursos produtivos são escassos e precisam ser otimizados para gerar o
maior retorno possível, como ensina a Ciência Econômica. No entanto, o que se
observa é a atuação de elites predatórias e pouco criativas, algo evidenciado
pela realidade econômica, social e urbana de Campos dos Goytacazes (RJ): uma
cidade abandonada e sem perspectivas para sua juventude. Basta percorrer os bairros
periféricos para constatar o estado de caos em que se encontra a cidade.
Para
resumir, trata-se de um município que teve tanto dinheiro que o desperdiçou em
obras faraônicas, como o sambódromo de Dona Rosinha, o CEPOP, hoje fechado e
deteriorado pela ação do tempo, já que a cidade sequer possui mais carnaval.
Pior ainda, não conseguiu realizar o mínimo necessário: oferecer um sistema de
transporte público digno à população, que sofre diariamente nas esquinas
aguardando por conduções que muitas vezes não chegam, seja para se deslocar ao
trabalho ou atender outras necessidades básicas de cidadania. O cenário é
profundamente lamentável. Atualmente, Campos depende das rendas provenientes
das economias de Macaé e São João da Barra, que sustentam um setor de serviços
de baixo valor agregado e salários reduzidos, especialmente na área da saúde.
Por
fim, para não me alongar ainda mais, os números da economia campista em 2025
evidenciam que a cidade continua em trajetória descendente, enquanto um pequeno
grupo de apoiadores do prefeito Wladimir Garotinho é remunerado generosamente
para defender o que chamam de governo, que pode ser tudo, menos um governo de
fato. O mais grave é que, segundo a mídia local, o prefeito pretende disputar
outro cargo este ano, deixando a prefeitura mergulhada em crise fiscal e
financeira sob a responsabilidade do vice-prefeito, apresentado como um “gestor
contumaz”. Convém lembrar que esse mesmo “gestor” não conseguiu administrar sua
própria usina de açúcar, atualmente em processo acelerado de falência e que,
segundo os jornais locais, talvez nem opere neste ano. Que gestor é esse? Eis a
ironia. Diante disso, cabe recordar o ditado popular: “nós, campistas,
estamos em um mato sem cachorro.”





