terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Com R$ 134 milhões em caixa, Saquarema escancara a desigualdade dos royalties no Rio de Janeiro

 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) creditou nas contas dos municípios produtores de petróleo do estado do Rio de Janeiro a parcela dos royalties de janeiro de 2026, no regime de partilha. Pela Lei Federal nº 12.858/2013, esses recursos devem ser destinados obrigatoriamente, sendo 75% para a educação e 25% para a saúde.

O gráfico apresenta os repasses referentes aos municípios das bacias de Campos e de Santos, no pré-sal. No caso da Bacia de Santos, estão incluídas as cidades de Maricá, Niterói e Saquarema; as demais pertencem à Bacia de Campos.

Essas receitas são originárias, em sua maior parte, dos poços do pré-sal. Como os municípios da Bacia de Campos possuem poucos campos nessa camada, os valores recebidos são significativamente menores. O caso mais escandaloso, em termos de volume de recursos, é o de Saquarema que, com cerca de cem mil habitantes, segundo o IBGE, recebeu mais de R$ 134 milhões. A dedução lógica é que, nesse município, a educação e a saúde devem ser de primeiro mundo, ou trata-se apenas de um equívoco nosso.

Portanto, há prefeitos no estado do Rio de Janeiro nadando de braçada em um verdadeiro oceano de dinheiro, enquanto a maioria dos municípios enfrenta uma profunda crise fiscal e financeira, de pires na mão. Oh! Injustiça.

 


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Campos investe mais em Cultura que Macaé em 2025 — e a área cultural não pode reclamar

 

Dos municípios produtores de petróleo da Região Norte Fluminense, segundo dados do TCE-RJ, Campos foi o que mais destinou recursos à área cultural no período de janeiro a outubro de 2025, como evidencia de forma hierarquizada o gráfico.

Portanto, a área da cultura campista não pode alegar falta de recursos. Vale lembrar que Campos superou Macaé em volume de investimentos, mesmo com a prefeitura macaense dispondo, em 2025, de um orçamento total próximo de R$ 4 bilhões, muito superior ao de Campos.

 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Emprego industrial segue fraco e decepciona em novembro de 2025 no Norte Fluminense

Segundo a pesquisa do CAGED sobre o emprego industrial, no comparativo entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a indústria da economia de Campos apresentou recuperação na geração de postos de trabalho, embora ainda tenha encerrado novembro de 2025 com saldo negativo. Em Macaé, houve redução na criação de empregos industriais no mesmo período. Já Rio das Ostras registrou melhora na empregabilidade, enquanto a economia portuária de São João da Barra apresentou piora.

Esse é, portanto, o cenário do emprego industrial nos municípios de maior densidade econômica da Região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ANP deposita os royalties de janeiro de 2026 para os municípios produtores de petróleo do RJ

 

Já está depositada na conta dos municípios produtores de petróleo, pela ANP, a parcela dos royalties referente ao mês de dezembro de 2026, tanto das prefeituras integrantes da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto da Bacia de Santos, no pré-sal, cujos municípios são Maricá, Niterói e Saquarema.

Apenas uma observação: os valores apresentados no gráfico estão organizados do maior para o menor. Nessa ordem hierárquica, Maricá recebe o maior repasse, enquanto São João da Barra registra o menor.

Portanto, dinheiro no cofre das prefeituras no dia de hoje!

     


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pobreza cresce nos municípios ricos do Norte Fluminense e só recua em Campos em janeiro de 2026

 

Segundo os dados estatísticos de 2026, divulgados pelo Ministério da Cidadania do governo federal, a pobreza aumentou nos municípios de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Apenas em Campos houve redução, ainda que muito pequena, como é importante ressaltar, conforme se observa no gráfico referente ao período de janeiro de 2026 em comparação com janeiro de 2025. Os números correspondem às pessoas em situação de vulnerabilidade social cadastradas no CADÚNICO.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Construção civil apresenta desempenho fraco no Norte Fluminense em novembro de 2025

O mercado de trabalho da construção civil na economia de Campos, em novembro de 2025, ampliou o número de demissões quando comparado a novembro de 2024, período em que o saldo líquido ficou em menos 66 postos de trabalho, o que não representa um bom resultado.

Já na economia de Macaé houve uma pequena reação, pois em novembro de 2024 o saldo líquido foi negativo e, agora, em novembro de 2025, registrou-se um resultado positivo de 123 empregos formais. Ainda assim, trata-se de um desempenho pouco animador.

Em Rio das Ostras, o mercado de trabalho em novembro de 2024 perdeu 64 vagas e, atualmente, apresentou saldo positivo de 37 empregos com carteira assinada. Um avanço modesto e de baixa expressividade, assim como observado em Macaé.

No que se refere a São João da Barra, cujo saldo líquido havia sido negativo em 213 trabalhadores, em novembro de 2025 ocorreu estabilização em zero, ou seja, sem demissões e sem admissões. O Porto do Açu aparenta ter interrompido as contratações nesse importante segmento econômico, possivelmente em razão da ausência de obras infraestruturais.

Diante desse cenário, pode-se afirmar que, em novembro de 2025, apenas Macaé e Rio das Ostras apresentaram resultados satisfatórios no mercado de trabalho da construção civil, porém de forma muito pouco expressiva, o que não há motivo para comemoração.

 

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Gastos milionários na assistência social não reduzem a pobreza nos municípios

 

Nos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, os gastos destinados à área social são bastante expressivos. Nos dez primeiros meses de 2025, Macaé aplicou quase cem milhões de reais nesse setor, Campos aproximadamente noventa milhões, Rio das Ostras cerca de dezesseis milhões e São João da Barra quase cinquenta milhões, conforme dados disponibilizados no site do TCE-RJ.

Apesar do elevado volume de recursos direcionados às políticas sociais, essas localidades ainda apresentam índices significativos de pobreza, segundo informações do Ministério da Cidadania do Governo Federal, o que se revela contraditório e preocupante. Nos próximos dias, serão divulgados os dados atualizados sobre a pobreza na região.