sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Campos perde quase metade dos empregos em 2025: a cidade desce a ladeira sob propaganda enganosa

Segundo os dados do CAGED de dezembro, divulgados no dia de ontem, referentes ao último mês do ano de 2025 que ainda faltava ser contabilizado, foi possível levantar a empregabilidade total da economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) em 2025 e compará-la com o número de empregos gerados em 2024. O resultado não foi nada favorável.

Como se pode observar no gráfico, por meio da barra relativa ao saldo líquido total, que corresponde ao número de postos de trabalho criados a mais no período de janeiro a dezembro de cada ano analisado nesta postagem, constata-se que a economia campista perdeu 44,17% dos empregos em 2025. Esse dado demonstra de forma clara que a economia de Campos não vai nada bem. Trata-se de uma estrutura produtiva que vem se fragilizando ao longo do tempo por diversos fatores, sendo o principal deles a ausência de um setor econômico dinâmico capaz de impulsionar o crescimento local.

Vivemos atualmente o final do ciclo do petróleo. No passado, deixamos de diversificar a base produtiva durante o ciclo do açúcar e, mais uma vez, repetimos o mesmo erro no ciclo petrolífero, acreditando que, em economia, tudo é mágico e eterno. As elites políticas e econômicas da cidade se enganaram profundamente. Os recursos produtivos são escassos e precisam ser otimizados para gerar o maior retorno possível, como ensina a Ciência Econômica. No entanto, o que se observa é a atuação de elites predatórias e pouco criativas, algo evidenciado pela realidade econômica, social e urbana de Campos dos Goytacazes (RJ): uma cidade abandonada e sem perspectivas para sua juventude. Basta percorrer os bairros periféricos para constatar o estado de caos em que se encontra a cidade.

Para resumir, trata-se de um município que teve tanto dinheiro que o desperdiçou em obras faraônicas, como o sambódromo de Dona Rosinha, o CEPOP, hoje fechado e deteriorado pela ação do tempo, já que a cidade sequer possui mais carnaval. Pior ainda, não conseguiu realizar o mínimo necessário: oferecer um sistema de transporte público digno à população, que sofre diariamente nas esquinas aguardando por conduções que muitas vezes não chegam, seja para se deslocar ao trabalho ou atender outras necessidades básicas de cidadania. O cenário é profundamente lamentável. Atualmente, Campos depende das rendas provenientes das economias de Macaé e São João da Barra, que sustentam um setor de serviços de baixo valor agregado e salários reduzidos, especialmente na área da saúde.

Por fim, para não me alongar ainda mais, os números da economia campista em 2025 evidenciam que a cidade continua em trajetória descendente, enquanto um pequeno grupo de apoiadores do prefeito Wladimir Garotinho é remunerado generosamente para defender o que chamam de governo, que pode ser tudo, menos um governo de fato. O mais grave é que, segundo a mídia local, o prefeito pretende disputar outro cargo este ano, deixando a prefeitura mergulhada em crise fiscal e financeira sob a responsabilidade do vice-prefeito, apresentado como um “gestor contumaz”. Convém lembrar que esse mesmo “gestor” não conseguiu administrar sua própria usina de açúcar, atualmente em processo acelerado de falência e que, segundo os jornais locais, talvez nem opere neste ano. Que gestor é esse? Eis a ironia. Diante disso, cabe recordar o ditado popular: “nós, campistas, estamos em um mato sem cachorro.”

 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Selic em 15%: decisão conservadora do BC adia corte para março

O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. No entanto, já sinalizou que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para os dias 17 e 18 de março, deverá iniciar a trajetória de queda dos juros, obviamente sem comprometer a meta inflacionária, que é o principal objetivo da política monetária.

Ainda assim, o que efetivamente determinará a redução em março será a conjuntura econômica, o que não chega a ser novidade. Caso o cenário macroeconômico permaneça na atual estabilidade, a  Selic pornográfica praticada pelo Banco Central tende a recuar.

A variável Donald Trump já não assusta mais o mercado. Trata-se de um risco amplamente precificado. Pelo contrário, a continuidade de seu governo desastroso para o mundo e para os próprios Estados Unidos, que enfrentam inúmeros conflitos sociais e urbanos, contribui para seu isolamento crescente. Com isso, a moeda americana se desvaloriza, enquanto os agentes econômicos, de forma geral, buscam proteção em ativos como ouro e prata e direcionam recursos para economias emergentes que inspiram confiança, como a brasileira. Não é por acaso que a bolsa de valores do Brasil segue batendo recordes sucessivos.

Portanto, encerro esta postagem afirmando que a esperança de queda da taxa básica de juros em março foi renovada. Ainda assim, avalio que os juros já poderiam ter começado a cair. O Copom, na nossa opinião, adotou uma decisão excessivamente conservadora.

 

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Com R$ 134 milhões em caixa, Saquarema escancara a desigualdade dos royalties no Rio de Janeiro

 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) creditou nas contas dos municípios produtores de petróleo do estado do Rio de Janeiro a parcela dos royalties de janeiro de 2026, no regime de partilha. Pela Lei Federal nº 12.858/2013, esses recursos devem ser destinados obrigatoriamente, sendo 75% para a educação e 25% para a saúde.

O gráfico apresenta os repasses referentes aos municípios das bacias de Campos e de Santos, no pré-sal. No caso da Bacia de Santos, estão incluídas as cidades de Maricá, Niterói e Saquarema; as demais pertencem à Bacia de Campos.

Essas receitas são originárias, em sua maior parte, dos poços do pré-sal. Como os municípios da Bacia de Campos possuem poucos campos nessa camada, os valores recebidos são significativamente menores. O caso mais escandaloso, em termos de volume de recursos, é o de Saquarema que, com cerca de cem mil habitantes, segundo o IBGE, recebeu mais de R$ 134 milhões. A dedução lógica é que, nesse município, a educação e a saúde devem ser de primeiro mundo, ou trata-se apenas de um equívoco nosso.

Portanto, há prefeitos no estado do Rio de Janeiro nadando de braçada em um verdadeiro oceano de dinheiro, enquanto a maioria dos municípios enfrenta uma profunda crise fiscal e financeira, de pires na mão. Oh! Injustiça.

 


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Campos investe mais em Cultura que Macaé em 2025 — e a área cultural não pode reclamar

 

Dos municípios produtores de petróleo da Região Norte Fluminense, segundo dados do TCE-RJ, Campos foi o que mais destinou recursos à área cultural no período de janeiro a outubro de 2025, como evidencia de forma hierarquizada o gráfico.

Portanto, a área da cultura campista não pode alegar falta de recursos. Vale lembrar que Campos superou Macaé em volume de investimentos, mesmo com a prefeitura macaense dispondo, em 2025, de um orçamento total próximo de R$ 4 bilhões, muito superior ao de Campos.

 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Emprego industrial segue fraco e decepciona em novembro de 2025 no Norte Fluminense

Segundo a pesquisa do CAGED sobre o emprego industrial, no comparativo entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a indústria da economia de Campos apresentou recuperação na geração de postos de trabalho, embora ainda tenha encerrado novembro de 2025 com saldo negativo. Em Macaé, houve redução na criação de empregos industriais no mesmo período. Já Rio das Ostras registrou melhora na empregabilidade, enquanto a economia portuária de São João da Barra apresentou piora.

Esse é, portanto, o cenário do emprego industrial nos municípios de maior densidade econômica da Região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ANP deposita os royalties de janeiro de 2026 para os municípios produtores de petróleo do RJ

 

Já está depositada na conta dos municípios produtores de petróleo, pela ANP, a parcela dos royalties referente ao mês de dezembro de 2026, tanto das prefeituras integrantes da Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto da Bacia de Santos, no pré-sal, cujos municípios são Maricá, Niterói e Saquarema.

Apenas uma observação: os valores apresentados no gráfico estão organizados do maior para o menor. Nessa ordem hierárquica, Maricá recebe o maior repasse, enquanto São João da Barra registra o menor.

Portanto, dinheiro no cofre das prefeituras no dia de hoje!

     


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pobreza cresce nos municípios ricos do Norte Fluminense e só recua em Campos em janeiro de 2026

 

Segundo os dados estatísticos de 2026, divulgados pelo Ministério da Cidadania do governo federal, a pobreza aumentou nos municípios de Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Apenas em Campos houve redução, ainda que muito pequena, como é importante ressaltar, conforme se observa no gráfico referente ao período de janeiro de 2026 em comparação com janeiro de 2025. Os números correspondem às pessoas em situação de vulnerabilidade social cadastradas no CADÚNICO.