sexta-feira, 29 de maio de 2026
Safra da cana começa em maio, mas agropecuária e indústria de Campos reduziram vagas em abril
O
gráfico apresenta o comportamento do mercado de trabalho da economia de Campos
dos Goytacazes (RJ) segundo o CAGED, comparando abril de 2026 com abril de
2025.
No
que diz respeito ao saldo líquido total mensal, ocorreu uma retração na geração
de postos de trabalho de 30,2% em relação a abril do ano anterior.
Na
construção civil, observou-se um aumento na criação de empregos de 45,9% em
abril de 2026 frente ao mesmo período de 2025. O setor de serviços também
expandiu suas contratações em 13,3%. O comércio, por sua vez, registrou
expressiva queda da empregabilidade de 147,7%, a indústria encolheu a geração
de vagas em 73,1% e a agropecuária experimentou recuo de 27,6%.
Diante
dessa conjuntura, em que apenas a construção civil e os serviços ampliaram a
criação de postos em abril de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto os
demais setores reduziram seus quantitativos ou fecharam no vermelho, como é o
caso do comércio, pode-se afirmar que abril de 2026 exibiu uma piora na
empregabilidade em Campos em relação ao período correspondente do ano passado.
O que não é bom para a nossa cidade.
A
queda de 147,7% no comércio merece atenção especial. Matematicamente, ela
reflete a inversão do saldo, de +174 vagas em abril de 2025 para -83 em abril
de 2026, o que significa que o setor passou a destruir empregos líquidos. Em um
município cuja economia é majoritariamente terciária, esse movimento pode
sinalizar retração do consumo local, possivelmente associada ao efeito da Selic
elevada sobre o crédito e o poder de compra das famílias.
Outro
ponto merece reflexão: a agropecuária e a indústria apresentaram redução nos
empregos gerados em abril, quando, na verdade, já deveriam estar contratando os
trabalhadores safristas. Abril é o mês que antecede o início da safra
sucroalcooleira, que tradicionalmente começa a moer em maio. Essa conjuntura é
motivo de preocupação, pois o setor, apesar de viver sua decadência econômica e
financeira, ainda gera expressivo contingente de empregos na economia local.
Trata-se de um comportamento bastante incomum.
A
hipótese mais provável para a antecipação do recuo safrista é a deterioração
financeira das duas usinas ainda em operação no município. Com dificuldades de
caixa, é possível que o cronograma de contratações tenha sido adiado ou
reduzido. Vale monitorar os dados de maio e junho, quando o CAGED deverá
revelar se a safra de fato se confirma ou se o setor aprofunda a contração.
Por
fim, o comportamento do mercado de trabalho de Campos em abril de 2026
demonstra o arrefecimento da atividade econômica no município neste mês.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
O barril acima de US$ 100 chegou às prefeituras: royalties do petróleo crescem mais de 40% em maio de 2026
O
gráfico acima apresenta os valores dos royalties de maio de 2026, comparando e
apurando o crescimento percentual do mês de maio em relação a abril de 2026.
Como não poderia deixar de ser, Maricá, da Bacia de Santos, lidera o ranking de
recebimento, seguida por Macaé, da Bacia de Campos, e Niterói, também da Bacia
de Santos.
Destaque
para outro município: Saquarema, da Bacia de Santos, que registrou o maior
crescimento de arrecadação em maio de 2026 em relação ao mês anterior, chegando
ao patamar de 74%, conforme os dados exibidos no gráfico.
Nesse
contexto de fartura das rendas petrolíferas, cabe uma observação relevante.
Todos os municípios tiveram alta superior a 40% na arrecadação. O menor
crescimento registrado foi o de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, a
cidade onde o progresso é uma realidade, com 43% em relação a abril.
Por
fim, ressalta-se que essa elevação no repasse dos royalties referentes a maio,
promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), decorre do conflito
geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã, uma guerra desnecessária na atual
conjuntura, que impulsionou o barril de petróleo tipo Brent para o patamar
acima de cem dólares. Esse cenário representa alto risco inflacionário para a
economia mundial, dado que o petróleo é insumo estratégico sob o ponto de vista
econômico. Nos Estados Unidos, o Fed já sinaliza a possibilidade de elevar a
taxa básica de juros com o objetivo de conter a aceleração dos preços na
economia doméstica.
Aproveita-se
o ensejo para uma retificação: ficaram faltando, na arte do gráfico, os valores
de dois municípios. O de Campos que recebeu
R$ 54,1 milhões, o que representa um crescimento de 46,9% em relação a abril. E
o de Rio das Ostras que recebeu R$ 21,0
milhões, registrando variação positiva de 59,3%.
Como
sempre costumamos afirmar: dinheiro há, para os prefeitos investirem em
benefício da população. Resta saber se farão bom proveito dessa elevação das
rendas do petróleo, investindo pesado em políticas públicas e no bem-estar da
sociedade.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Brasil avança de 0,744 para 0,805 e alcança o maior índice de desenvolvimento humano da história
O
PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, publicou ontem o IDHM do Brasil, um importante
indicador que mensura a qualidade de vida da população, medindo as variáveis
renda, longevidade e educação. O Brasil deu um salto significativo do ano de
2012 para 2024, quando avançou de 0,744 para 0,805, sendo classificado pela
metodologia do índice na categoria Muito Alto. Abaixo apresentamos as variações
das dimensões avaliadas.
Apenas
mais um detalhe: para os críticos do programa Bolsa Família do governo federal,
no quesito renda ele gerou um impacto expressivo, juntamente com os reajustes
reais do salário mínimo, e melhorou sobremaneira a qualidade de vida dos
beneficiários e dos trabalhadores, que passaram a acessar bens e serviços aos
quais antes não tinham condições financeiras de alcançar.
1.
Educação — o motor mais forte O IDHM Educação foi a
dimensão que mais avançou no período (de 0,623 para 0,770 — elevação de
+0,147). O percentual de brasileiros com ensino fundamental completo subiu de
59,5% para 71,4% entre 2012 e 2024. Crescimento médio anual de 1,35%.
2.
Recuperação da longevidade pós-pandemia A expectativa de
vida recuou em 2020 e 2021 em razão da Covid-19, mas se recuperou integralmente
e atingiu o maior patamar da série histórica em 2024. Mulheres: 79,9 anos.
Homens: 73,3 anos.
3.
Transferência de renda e valorização do salário mínimo O
Bolsa Família ampliado e os reajustes reais do salário mínimo elevaram a renda
domiciliar per capita, especialmente nas faixas mais vulneráveis. O IDHM Renda
cresceu de 0,670 para 0,712.
4.
Redução da desigualdade racial O IDHM da população negra
avançou 10,3% no período, quase o dobro do registrado entre brancos (5,5%). A
distância entre os grupos recuou de 14% para 9%.
5.
Avanço das regiões metropolitanas do Nordeste 7
das 9 regiões metropolitanas nordestinas atingiram o patamar de Muito Alto em
2024 — algo inédito. A Grande Teresina chegou a 0,809. Natal e João Pessoa
lideraram as conquistas. Esse desempenho puxou a média nacional para cima.
6.
Superação do choque pandêmico O IDHM recuou em 2020 e
2021. A retomada foi consistente: 0,788 em 2022 → 0,798 em 2023 → 0,805 em
2024. O Brasil não apenas recuperou o que perdeu — superou todos os patamares
anteriores. A fonte desses dados é o IBGE e o PNUD.
Portanto,
o Brasil segue caminhando com melhorias nas áreas econômica, social e na
qualidade de vida da sua população, e não pretende retornar ao passado do
governo de extrema direita que atravessamos recentemente. Além disso, o
candidato da extrema direita à Presidência da República, na atual conjuntura
brasileira, não goza de credibilidade, dado o seu histórico controverso. Basta
que os leitores recorram ao episódio recente em que esse candidato solicita
recursos ao banqueiro dono do Banco Master, protagonista do maior escândalo financeiro do
país. E viva o Brasil!
terça-feira, 26 de maio de 2026
Campos cresce 16% no ISS, mas segue lanterninha: a menor arrecadação entre os municípios produtores da Bacia de Campos
O
gráfico acima demonstra os dados da arrecadação do ISS de janeiro e fevereiro
de 2025 e de 2026 dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos.
Como
se observa pelos valores arrecadados, Campos registrou elevação de 16,37%,
Macaé apresentou retração de 3,77%, Rio das Ostras avançou 38,92% e São João da
Barra aumentou 34,97%. Em termos absolutos, o total arrecadado pelos quatro
municípios saltou de R$ 279,9 milhões em 2025para R$ 300,0 milhões em 2026, crescimento agregado de R$ 20,1 milhões no
período.
Contudo,
diante desse cenário, um aspecto precisa ser ressaltado. No primeiro bimestre
de 2025 e de 2026, em termos absolutos, a arrecadação do ISS de Campos segue
sendo a menor entre os quatro municípios. Isso se explica pelo fato de a
economia campista estar assentada em atividades de serviços de baixo valor
agregado e de baixa remuneração dos trabalhadores, ao contrário dos demais
municípios: Macaé abriga a base operacional da Petrobras; Rio das Ostras conta
com a Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra sedia o Porto do
Açu, um dos maiores complexos portuários e industriais em operação na América
Latina.
Vale
acrescentar que a participação de Macaé no total regional recuou de 68% no
valor agregado de 2025 para 62% do agregado de 2026 em apenas um ano, enquanto
São João da Barra e Rio das Ostras ampliaram suas fatias.
Por
fim, apenas para registrar: a economia campista, em razão de sua fragilidade econômica,
continua segurando a lanterna no quesito arrecadação de ISS entre os municípios
produtores da Bacia de Campos. O que é preocupante.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
No primeiro bimestre de 2026, Macaé concentrou 84% de todo o investimento da região
Segundo
os dados extraídos do site do TCE-RJ, no que diz respeito aos investimentos
públicos dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos nos meses de
janeiro e fevereiro, a prefeitura de Campos ampliou, no primeiro bimestre de
2026 em relação ao mesmo período de 2025, os gastos em obras e equipamentos em
14,94%, e a de Macaé em 26,73%. É importante ressaltar que, em termos nominais,
os valores investidos por Macaé são muito superiores quando comparados aos de
Campos: R$ 19,3 milhões em 2026 contra R$ 3,7 milhões o que coloca Macaé sozinha com 83,7% de todo o
investimento regional no bimestre.
Já
Rio das Ostras e São João da Barra registraram recuos significativos nos
investimentos, de 97,67% e 97,32%, respectivamente, saindo de R$ 215 mil cada
para menos de R$ 6 mil no período.
Cabe,
contudo, uma justa observação: a presente análise abrange apenas dois meses do
início do exercício fiscal de 2025 e 2026, fase em que é natural que as
prefeituras invistam pouco, dado que a peça orçamentária ainda está sendo
aberta para execução ao longo do ano.
Portanto,
diante dos cenários apresentados pelos números, não surpreende que os
investimentos de Campos e Macaé sejam maiores quando comparados aos dos outros
dois municípios, uma vez que ambos dispõem de orçamentos fiscais
significativamente mais robustos, sustentados pelo fluxo de royalties do
petróleo.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Campos dispara 26,5% na arrecadação enquanto São João da Barra recua — o que os números revelam sobre o Norte Fluminense
No
comparativo bimestral de janeiro e fevereiro de 2026 em relação ao mesmo
período de 2025, no que diz respeito à receita realizada das prefeituras
destacadas no infográfico, conforme dados extraídos do portal do TCE-RJ, os
números são expressivos.
A
arrecadação de Campos registrou um salto de 26,51%, desempenho que vai muito
além da inflação do período e sugere causas estruturais, como a guisa de
exemplo, aumento nos repasses de royalties e possível regularização tributária.
Macaé avançou 5,73%, Rio das Ostras cresceu 4,25% e São João da Barra foi o
único a recuar, com retração de 5,76%, dado que merece atenção, dado o papel do
Porto do Açu na economia local.
Estamos
diante de orçamentos bilionários, e não se trata de valor irrisório, como os
próprios números deixam claro.
O
presente estudo demonstra, portanto, o montante efetivamente ingressado no
caixa de cada prefeitura. Não se trata de expectativas orçamentárias, mas de
receita concretamente realizada do ponto de vista financeiro. Os gestores
municipais, diante desse quadro, não têm como alegar escassez de recursos.
Dinheiro tem!
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Pobreza recua 1,38% em Campos e avança em Macaé, Rio das Ostras e SJB — as cidades das oportunidades de emprego no Norte Fluminense
De
acordo com a última estatística sobre a pobreza e a vulnerabilidade social no
cadastro do CadÚnico dos municípios com maior densidade econômica da região
Norte Fluminense, referente ao mês de maio de 2026 em comparação com maio de
2025, segundo o Ministério da Cidadania do Governo Federal:
A
pobreza se elevou 5,76% na economia do petróleo em Macaé, 3,40% em Rio das
Ostras, que possui uma forte Zona Especial de Negócios (ZEN), e 4,73% na
economia portuária de São João da Barra. É importante lembrar que tais cidades
figuram entre as que concentram as maiores oportunidades de emprego da região
e, em termos mais amplos, do estado do Rio de Janeiro.
Nesse
território, na atual conjuntura, em função da Petrobras em Macaé e do Porto do
Açu em São João da Barra, detém uma das maiores rendas per capita do Brasil.
Isso é uma contradição! Uma região rica, cujas principais cidades em termos
econômicos convivem com uma população empobrecida, e, pior, a pobreza não para
de crescer. Olha os números!
Por
fim, vale ressaltar que Campos dos Goytacazes, município cuja economia orbita
em torno de Macaé e São João da Barra, foi o único onde houve redução da
pobreza em maio de 2026. A queda foi pequena, mas, de qualquer forma, merece
ser considerada um avanço quando comparada ao desempenho dos demais municípios.
É isso aí!
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Custo dos Vereadores: Macaé e Rio das Ostras registram altas expressivas no primeiro bimestre de 2026
As informações apresentadas expõem a execução financeira das Casas Legislativas de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra durante o primeiro bimestre de 2025 e 2026. Tais montantes refletem o impacto orçamentário da atuação parlamentar regional.
Conforme ilustrado no infográfico, as despesas de Macaé saltaram 26,21% no comparativo entre os períodos, enquanto Rio das Ostras registrou alta de 17,41%. Essas variações indicam que ambos os órgãos mantêm uma remuneração elevada para seus membros, cujos subsídios e benefícios financeiros são notadamente expressivos.
No caso de Campos e São João da Barra, constam apenas as cifras de 2026, visto que os registros não foram processados no início do ciclo anterior. Contudo, o vulto dos recursos em 2026, R$ 2.944.861,53 e R$ 2.852.330,50, respectivamente, evidencia que os parlamentares campistas e sanjoanenses também recebem proventos significativos.
Em suma, são
verbas oriundas do tesouro público destinadas ao custeio dos representantes
para a elaboração de leis. É desta maneira que opera a engrenagem
administrativa das Câmaras nas cidades analisadas.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Geração de empregos industriais recua na região em março de 2026; Rio das Ostras nada contra a corrente
Segundo
os dados do CAGED de março de 2026, o setor industrial dos municípios com maior
densidade econômica do Norte Fluminense registrou tímido crescimento na geração
de empregos e renda.
Em
Campos, março de 2025 foi marcado pela perda de 21 postos, enquanto no mesmo
mês de 2026 foram criadas 38 vagas com carteira assinada.
Já
a economia do petróleo em Macaé abriu 552 vagas em março de 2025, mas em março de 2026 trouxe uma grande surpresa: o município encerrou 135 contratos formais.
O
grande destaque ficou com Rio das Ostras, que criou 96 empregos formais em
março de 2025 e ampliou esse resultado para 110 postos no mesmo período de
2026.
São
João da Barra, por sua vez, manteve-se estável nos dois períodos analisados.
Diante
desse cenário, o desempenho industrial dessas cidades na geração de empregos
deixa a desejar. Não é uma boa notícia!
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Prévia do PIB: Queda de 0,67% em março interrompe sequência positiva, mas indicador salta 3,07% no confronto anual
O
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), tido como a prévia do
Produto Interno Bruto (PIB) para março de 2026, revelou uma retração de 0,67%
frente a fevereiro, dado visível à direita do infográfico.
Já
no confronto interanual com o mesmo período de 2025, o indicador exibiu uma
expansão expressiva de 3,07%, conforme ilustrado à esquerda da imagem.
Esse
avanço foi liderado pelo segmento de serviços, que subiu 3,97%, acompanhado
pela indústria, com alta de 2,27%, enquanto a agropecuária registrou recuo de
0,73%
Em
suma, os números da prévia do PIB apontam para um recuo pontual na margem,
embora o resultado anual permaneça em um patamar favorável.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Setor de serviços tomba 1,2% em março — e o estrago da Selic fica claro
O gráfico demonstra
a evolução do setor de serviços da economia brasileira na comparação mês a mês
no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.
Como se pode
observar, dentro dessa perspectiva, esse importante segmento econômico vem
tendo bastantes dificuldades para expandir. Em janeiro de 2026, o crescimento
foi de 0,3%; em fevereiro, ficou estabilizado; e em março verificou-se a maior
queda mensal do setor desde dezembro de 2025.
No acumulado
do primeiro trimestre de 2025, o desempenho foi de 2,4%, contra 2,3% no mesmo
período de 2026. Já em março, na margem, a queda foi de 1,2%, com menos
caminhões na estrada e menos viagens de avião.
Abaixo, a
performance dos nichos de serviços:
- O setor
de transportes teve recuo de 1,7%;
- serviços
profissionais, administrativos e complementares (−1,1%);
- informação
e comunicação (−0,9%);
- outros
serviços (−2,0%);
- e
serviços prestados às famílias, que inclui restaurantes e hotéis (−1,5%).
Portanto,
pode-se dizer que a política monetária restritiva, com alta taxa de juros
Selic, anda sim freando o sistema econômico do país, além do endividamento das
famílias. Isso é muito preocupante!
quinta-feira, 14 de maio de 2026
A LDO 2027 expõe o retrato fiscal de Campos: Prefeitura paga mais dívida do que investe na cidade
Os
dados em valores correntes que estão contemplados no gráfico sobre a
amortização, juros e investimentos de 2023 a 2027 foram retirados do Projeto de
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 da Prefeitura Municipal de Campos
dos Goytacazes (RJ), que está na Câmara Municipal para ser submetido à
audiência pública e, posteriormente, votado pelos vereadores campistas. Apenas
uma observação: os de 2026 são valores orçados, uma vez que ainda não terminou
o atual exercício financeiro, e os de 2027 são os projetados.
No
que diz respeito às informações que estão no gráfico, destacaremos as
principais. Em 2024, a amortização teve uma queda de 42,7% em relação ao ano
anterior. No período de 2023 a 2027, o exercício que teve o menor investimento
público na cidade foi o de 2025.
Para
concluir e deixar a sociedade campista mais informada, é relevante dizer: de
2023 a 2027, a Prefeitura pagou, do principal da dívida, o total de R$ 598,0
milhões; de juros, neste mesmo recorte de tempo, ou seja, do custo financeiro
do endividamento público, R$ 203,3 milhões; e de investimentos, aplicação em
obras e ativos públicos, R$ 585,9 milhões. Agora, para finalizar, ao somarmos
os valores da amortização mais juros, temos, em valores correntes, o pagamento
de R$ 801,3 milhões. Portanto, a Prefeitura pagou muito mais de dívida do que
investiu de 2023 a 2027, o que demonstra claramente que a máquina pública local
anda profundamente endividada. O valor da dívida consolidada de 2027, de R$
1.773.488.882,70, que publicamos ontem, deixa bem claro tal endividamento. Isso
não é bom para o município.
Por
fim, é importante ressaltar que, entre 2023 e 2027, os gastos com dívidas
(juros + amortização) em Campos dos Goytacazes totalizam R$ 801,3 milhões, R$
215,4 milhões a mais do que os R$ 585,9 milhões que a Prefeitura investiu e investirá
considerando o ano de 2026 e 2027 em obras e ativos públicos no mesmo período.
Essa é a dura realidade da nossa cidade!
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Herança maldita? (https://blogdojosealvesneto.blogspot.com/2026/05/frederico-paes-herdou-do-ex-prefeito.html)
🎥 Análise realizada por IA Frederico Paes herdou do ex-prefeito Wladimir uma dívida de R$ 1,77 bilhão, pagará R$ 154,7 milhões só com juros e amortização em 2027, e investirá apenas R$ 105,2 milhões.
📊 Confira a análise completa com
gráficos e dados oficiais extraídos do Projeto de Lei Complementar nº
0063/2026 na postagem anterior.
Frederico Paes herdou do ex-prefeito Wladimir uma dívida de R$ 1,77 bilhão, pagará R$ 154,7 milhões só com juros e amortização em 2027, e investirá apenas R$ 105,2 milhões. Herança maldita?
Abaixo
está o projeto de lei e alguns artigos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027
da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), encaminhado pelo governo
Frederico Paes, que consideramos relevantes para dar ciência à sociedade local
sobre esta importante norma da Administração Pública, a qual orientará a
elaboração do Orçamento Anual de 2027.
PROCESSO
Nº 0798/2026/SEC/CMCG — PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 0063/2026.
Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária para o
exercício de 2027, e dá outras providências.
Art.
24. Fica o Poder Executivo Municipal e o Poder
Legislativo, mediante decreto municipal e decreto legislativo, respectivamente,
nos termos que dispuser a Lei Orçamentária Anual de 2027, autorizados a abrir
créditos adicionais suplementares e/ou remanejar, por decreto municipal, até o
limite de 30% (trinta por cento) do orçamento fixado pelo Poder Executivo, nos
termos do art. 7º, inciso I, da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964.
Sendo
assim, caso a Câmara Municipal aprove a presente proposição, o prefeito terá um
"cheque em branco" de R$
795.492.682,20 em valores reais. Tal montante foi obtido a
partir da receita total real prevista na LDO encaminhada pelo Executivo,
considera-se também que o Legislativo terá um “cheque em branco” sobre o
orçamento deles.
No
caso do Poder Legislativo, ele observará o dispositivo abaixo por isso não
calculamos o valor do “cheque em branco” dos vereadores:
Art.
23. O Poder Legislativo encaminhará ao Executivo sua
proposta orçamentária até o dia 30 (trinta) de julho, observado o disposto na
Emenda Constitucional nº 25/2000, na Lei Complementar Federal nº 101/2000, na
Portaria SOF/SETO/ME nº 42/1999 e nas Portarias Interministeriais STN/SOF nº
163/2001 e nº 2/2010, e a peça será incluída no Projeto de Lei Orçamentária do
Município para o exercício de 2027.
A
reserva de contingência da LDO de 2027 corresponderá a 10% da receita corrente
líquida, conforme o artigo a seguir:
Art.
29. Deverá ser incluída na proposta orçamentária anual
dotação global, com título de reserva de contingência, no limite de até 10%
(dez por cento) da receita corrente líquida estimada para o exercício, cujos
recursos serão utilizados para atender aos passivos contingentes, bem como a
outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
Outro
dispositivo que chama atenção é o seguinte, que, em conjunto com a Constituição
Federal, autoriza a contratação de Recibos de Pagamento Autônomo (RPAs). É tudo
o que os prefeitos gostam!
Art.
38. Para efeito do disposto nos artigos 37, V e X, e 169,
§ 1º, inciso II, da Constituição Federal, bem como na Lei Complementar Federal
nº 101/2000, fica estabelecido que:
II
— em caso de interesse público, o Município poderá contratar pessoal em caráter
temporário, nos termos do art. 37, inciso IX, da Constituição Federal;
Apesar
de o prefeito Frederico Paes não contemplar na LDO de 2027 o reajuste do
servidor público, que está sem aumento salarial há
mais de uma década, o parágrafo terceiro do artigo 38 trata da possibilidade de
revisão geral da remuneração do funcionalismo. Estaríamos diante, talvez, de um reajuste compatível com a inflação do país? É isso
mesmo?
§
3º Serão disponibilizados os recursos orçamentários
necessários para assegurar a revisão geral anual da remuneração dos servidores
públicos municipais ativos, inativos e pensionistas, conforme disposto no
inciso X do art. 37 da Constituição Federal.
Valor
total da LDO de 2027: R$ 2.651.642.274,53; Gastos com pessoal e encargos para
2027: R$ 1.489.184.159,49; Investimentos previstos para 2027: R$
105.271.578,40; Juros
e encargos: R$ 41.447.076,20; Amortização da dívida: R$
113.271.020,39; Somados
juros, encargos e amortização, alcança-se o montante de: R$
154.718.096,30
Portanto,
diante do cenário fiscal e financeiro indicado pela LDO de 2027 da Prefeitura
Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), o prefeito Frederico Paes investirá no
ano que vem o total de R$
105,271 milhões e
desembolsará somente com o serviço da dívida (juros e amortização) o montante
de R$ 154,718 milhões. Que dívida é essa? Basta aos
interessados recorrer ao Anexo de Metas Fiscais, tabela 3 do demonstrativo 3, e
todos verão. Trata-se de obrigações do passado e do presente, que, somente no
próximo exercício, já se consolidam em R$ 1.773.488.882,70. Esse é o passivo da prefeitura local,
e dele será amortizada a parcela que destacamos acima. Em outras palavras: o
prefeito Frederico Paes herdou ou não um abacaxi do ex-prefeito Wladimir? Dizer
agora que não sabia já é tarde demais!
terça-feira, 12 de maio de 2026
IPCA de abril fica em 0,67% e perde força após susto de março
O
IBGE divulgou hoje a inflação de abril de 2026, que ficou em 0,67%, abaixo da
inflação do mês anterior, que ficou em 0,88%. A inflação em 12 meses caiu (de
5,53% em abr/2025 para 4,39% em abr/2026).
A
maior pressão no índice veio dos preços dos alimentos e bebidas, que tiveram
uma variação de preço de 1,34%, a despeito de ele ter ficado abaixo da variação
de preços do mês de março, em que esse grupo variou 1,17%. Embora a gasolina
tenha desacelerado de 4,59% para 1,86%, seguiu sendo o item de maior impacto
individual no mês.
Os
alimentos no domicílio tiveram alta de 1,64%, puxada pelo aumento dos preços da
cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate
(6,13%) e das carnes (1,59%). Por outro lado, tiveram quedas o café moído
(-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).
Toda
essa pressão inflacionária na alimentação, principalmente, está diretamente
relacionada ao conflito geopolítico entre EUA e Irã, que está criando uma
imensa instabilidade econômica na economia mundial, com possibilidades de um
recrudescimento da espiral inflacionária no mundo como um todo. Acarreta
prejuízos incalculáveis para os agentes econômicos, além de frear os
investimentos que geram emprego e renda na economia.
Portanto,
a conjuntura macroeconômica do Brasil e do mundo exige muita prudência na hora
da tomada de decisões do mundo corporativo. A torcida é grande para que haja um
acordo de paz entre EUA e Irã. E tem que ser urgente!
Por
fim, mais um detalhe: a Selic em 14,75% com IPCA de 4,39% em 12 meses, juro
real de quase 10%, um dos maiores do mundo. E o mercado já projeta o IPCA
fechando 2026 em 4,86% (Focus), acima da banda superior da meta (4,5%). É esse
o pano de fundo que está travando qualquer corte mais agressivo do Copom. É
desse jeito.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Saúde: Macaé lidera crescimento percentual enquanto Campos mantém maior gasto absoluto em 2026
O gráfico exibe as despesas da saúde pública nos
dois primeiros meses de 2025 e 2026, conforme demonstram os dados. O maior
avanço no bimestre inicial de 2026 frente ao mesmo intervalo de tempo do ano anterior, em termos relativos, ocorreu
em Macaé, com 17,86%. Já em valores absolutos, Campos dos Goytacazes (RJ)
lidera, apesar de ter registrado uma retração de 9,38% no comparativo atual.
Portanto, esse é o cenário estatístico do setor nos
municípios com a principal pujança econômica do estado do Rio de Janeiro.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Macaé puxa, Açu confirma, Campos surpreende: a construção civil regional em março de 2026
De acordo
com o CAGED de março de 2026, o setor da construção civil de Macaé consolidou a
liderança na geração de empregos quando comparado ao mesmo período de 2025
(+341, dobrou o saldo do ano anterior). Isso demonstra claramente o aumento dos
investimentos do segmento offshore da Bacia de Campos no município, que segue
puxando a fila desse relevante ramo econômico gerador de emprego e renda.
No caso de
Campos, como se verifica no gráfico, ocorreu a maior virada absoluta (de −177
para +126). O município, que aparecia estagnado em março de 2025, recuperou o
fôlego. Tal inflexão pode estar relacionada ao aumento de obras públicas na
cidade, fomentadas por investimentos da prefeitura local, ou até mesmo a alguma
expansão imobiliária.
Em relação a
São João da Barra, apenas se confirma o ciclo do Açu (de −150 para +33). O
quantitativo é tímido em termos absolutos, mas tal comportamento está coerente
com os novos contratos selados pelo Porto do Açu e também com o crescimento
robusto das receitas dos royalties que o município está experimentando na atual
conjuntura.
No que diz
respeito a Rio das Ostras (+7), o que se percebe é a sua dependência ainda
muito grande do ciclo Macaé/Bacia de Campos, sem o mesmo dinamismo de SJB.
Portanto, o número de empregos deixou a desejar no atual contexto.
Por fim, sem mais delongas, esse é o cenário do emprego nas regiões Norte Fluminense e Baixada Litorânea do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Sangria silenciosa: assistência social encolhe 15% em termos reais enquanto royalties batem recorde
O gráfico
acima demonstra a aplicação dos recursos da área da assistência social dos
municípios com a maior densidade econômica da região Norte Fluminense,
comparando os meses de janeiro e fevereiro de 2026 em relação ao mesmo período
de 2025, cujos dados foram retirados do TCE-RJ. Das cidades contempladas no
gráfico, a única que apresentou elevação nos gastos nesse recorte de tempo foi
Rio das Ostras.
Já na última
linha da tabela, o total dos gastos dos quatro municípios foi maior em 2025
quando comparado a 2026. O que se observa nos números é uma contração agregada
de 11,66% nos investimentos sociais dos referidos municípios. Em termos reais,
considerando um IPCA oficial de 4,44% em 12 meses até fevereiro de 2026, a
contração real agregada chega a −15,42%, o que não é insignificante e é
lamentável. Isso representa, na nossa opinião, uma sangria silenciosa na rede
de proteção social num momento em que esses municípios ainda absorvem população
flutuante ligada à cadeia do petróleo. Atenção, senhores prefeitos!
No que diz
respeito a Campos, ela puxa o retrocesso com o percentual de (−19,4%). Diante
de tal conjuntura, importa lembrar que o município com a maior base
populacional vulnerável é justamente o que mais cortou. Com isso, pode-se
afirmar: Campos corta R$ 3,8 milhões da assistência enquanto royalties batem
recorde por conta da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
No tocante a
Rio das Ostras, na contramão (+35%), está o único caso de expansão nominal dos
gastos sociais conforme os números. Coincide com o ciclo de crescimento
populacional do município (efeito-dormitório de Macaé) e provável pressão por
demanda de serviços. É o município que mais respondeu à realidade social no
período dentro da atual conjuntura.
São João da
Barra teve uma queda nominal nos gastos sociais de −5%. Se observarmos que SJB
foi o município de maior crescimento de royalties em abril/2026, há um
descompasso entre a arrecadação extraordinária e o gasto social. Num território
onde a pobreza só se eleva, basta recorrer aos números de vulneráveis que estão
no CadÚnico, conforme as estatísticas de abril de 2026.
Por fim,
vale ressaltar o paradoxo do petróleo: três dos quatro maiores beneficiários de
royalties da Bacia de Campos estão cortando assistência social ao mesmo tempo
em que a região vive num cenário de prosperidade de receitas petrolíferas em função do
conflito geopolítico no Oriente Médio. O dinheiro não está faltando. Está
havendo inversão de prioridades, é o que percebemos.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Norte Fluminense recupera fôlego no emprego de serviços em março de 2026
O
gráfico retrata o comportamento do mercado de trabalho no mês de março de 2026
em comparação a março de 2025, segundo a pesquisa do CAGED. Verifica-se que, em
março de 2025, Campos perdia 143 vagas com carteira assinada e, agora, em março
de 2026, encerrou o mês com saldo líquido positivo de 112 postos formais.
No
caso de Macaé, em março do ano passado foram abertas 272 ocupações, número que
saltou para 351 no mesmo período de 2026, registrando alta de +29,0%.
Rio
das Ostras fechou março de 2026 com saldo positivo de 188 contratações,
quantitativo inferior ao registrado um ano antes, quando o município havia
somado 204, recuo de −7,8% no comparativo
anual.
Já
São João da Barra, em razão das atividades portuárias, foi o grande destaque:
passou de apenas 29 admissões líquidas em março de 2025 para 311 nesta apuração
de 2026 — variação de +972,4%, ou seja,
o saldo praticamente decuplicou em doze meses.
Portanto,
diante desse cenário do CAGED, o único município que aparece com saldo negativo
foi Campos, em março de 2025, conforme se pode observar no gráfico.
terça-feira, 5 de maio de 2026
O paradoxo do enclave portuário
Abril de 2026
Apenas
uma rápida explicação sobre o gráfico acima, que na verdade complementa a
postagem abaixo. A coluna da esquerda demonstra o indicador de riqueza, que é
o PIB per capita, com São João da Barra liderando a classificação. Já a coluna
da direita retrata o ranking de menor índice de pobreza, ou, como resolvemos
chamá-lo, ranking de bem-estar social. Macaé é a líder e São João da Barra
ocupa a última posição. Portanto, aí está a economia sanjoanense classificada
tecnicamente como economia de enclave. É isso aí!
São João da Barra: R$ 382 mil de PIB per capita, 3 em cada 4 moradores no CadÚnico
Abril de 2026
O
paradoxo de São João da Barra. SJB tem o maior PIB per capita do conjunto (R$
382 mil, mais que o quádruplo de Macaé) e, ao mesmo tempo, o maior índice de
pobreza (72,28%). Quase 3 em cada 4 sanjoanenses estão no CadÚnico, o que é
muito grave do ponto de vista social. Isso não representa um erro de cálculo.
Tal conjuntura é a manifestação clássica do que a literatura econômica chama de
enclave produtivo. Como isso acontece? A explicação é simples. O Porto do Açu e
o complexo logístico-energético geram um valor adicionado bruto extraordinário
que infla o numerador do PIB per capita, mas a riqueza não se converte em massa
salarial local nem em arrecadação que se traduza em política pública
redistributiva. Ou seja, o PIB nasce no porto e sai pela tubulação; a pobreza
fica no município.
Macaé,
dentro do atual contexto, é a melhor colocada (37,24%), pois conta com uma base
de empregos decorrente da atividade petrolífera, um setor de serviços
qualificados e estrutura tributária consolidada que atenua os problemas sociais
municipais quando comparado aos demais municípios da tabela.
Campos
e Rio das Ostras estão tecnicamente empatadas (40,93% e 39,66%). Campos, sede
regional, com hospitais, universidades e comércio, hoje sobrevive das rendas
geradas pela Petrobras e pelo Porto do Açu, pois, na atual conjuntura, não
existe na cidade nenhum grande investimento que possa dar sustentabilidade à
economia local. Já Rio das Ostras vive do excesso das rendas de Macaé, o que permitiu ao município montar uma
Zona Especial de Negócios (ZEN) com algumas empresas multinacionais do setor.
A
nível nacional, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o
índice médio brasileiro de cadastrados no CadÚnico em relação à população gira
hoje em torno de 35-40%, então três dos quatro municípios, Campos, Macaé e Rio
das Ostras, estão na média ou um pouco acima dela, em uma região que recebe os
maiores volumes de royalties per capita do país, ao contrário dos demais
municípios brasileiros, que vivem submersos numa profunda crise fiscal, exceto
os municípios das capitais.
Portanto,
esse é, em si, o problema fiscal-distributivo do Norte Fluminense dentro dessa
realidade numérica. Ou seja, existe renda, mas ela é mal aplicada pelos
prefeitos da região, que priorizam a elevação da despesa pública em detrimento
dos investimentos geradores de emprego e renda, como todos nós estamos cansados
de saber.
Por Alcimar das Chagas Ribeiro
A região Norte Fluminense gerou 1.404 vagas de emprego formal em março
A região Norte Fluminense gerou 1.404 emprego formais em março deste ano, saldo maior 11,9% em relação ao mês anterior e maior 61,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Macaé liderou com 711 novas vagas geradas, seguido por Campos dos Goytacazes com 337 vagas e São João da Barra com 314 vagas geradas no mês.
No acumulado do trimestre foi gerado um saldo 2.678 empregos com Macaé gerando 1.648 empregos, São João da Barra gerando 671 empregos e Campos dos Goytacazes gerando 344 empregos no trimestre do ano.
Na avaliação setorial, considerando os principiais municípios geradores de emprego na região (Macaé, Campos e São João da Barra), as atividades de serviços concentraram 2.024; a construção civil concentrou 531 empregos; a indústria 138 empregos e a agropecuária 37 empregos. O comércio eliminou 67 empregos no trimestre.
O estado gerou um saldo de 23.914 vagas de emprego no trimestre e o país gerou 613.373 novas vagas no mesmo período. A contribuição do estado na geração de emprego no país atingiu somente 3,9% do total.




















