sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Banco Central divulga prévia do PIB com crescimento de 0,7%

Segundo o Banco Central do Brasil (BACEN), nesta sexta-feira, por meio do IBC-Br, indicador que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira registrou crescimento de 0,7% em novembro de 2025 em relação a outubro deste ano, impulsionada principalmente pelos setores da indústria e dos serviços. O último resultado positivo havia sido observado em agosto.

Trata-se de uma notícia favorável no cenário econômico, especialmente diante do volume de informações negativas recentemente divulgadas pela mídia, o que é positivo, diga-se de passagem, sobre o maior escândalo financeiro do país envolvendo o Banco Master. Há indícios da participação de agentes de grande porte, alcançando as diferentes esferas de poder da República brasileira. Inclusive, circula a avaliação de que a instituição teria servido a interesses específicos do Centrão, revelando conexões com setores da direita e da extrema direita de caráter mafioso.

 

 

 

Quanto custou o vereador para o contribuinte? Execução orçamentária do Legislativo municipal (jan.–out. 2025)

 

Segundo os dados extraídos do site do TCE-RJ referentes à execução orçamentária, no período de janeiro a outubro de 2025, dos Poderes Legislativos dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, observa-se que a Câmara Municipal que representa o maior custo para o contribuinte é a de Macaé, seguida pela de Campos, conforme se verifica no gráfico apresentado.

A título de esclarecimento, no caso específico do Legislativo campista, o valor considerado tem como base a despesa empenhada. Dessa forma, cabe a cada cidadão refletir sobre o custo da atuação dos vereadores para a sociedade nos municípios evidenciados no gráfico.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Macaé registra o maior saldo de empregos no setor de serviços em novembro de 2025

No mês de novembro de 2025, em comparação com 2024, a empregabilidade no setor de prestação de serviços apresentou crescimento nos mercados de trabalho de Campos, Macaé e São João da Barra, enquanto houve retração em Rio das Ostras, conforme os dados mais recentes do CAGED. Entre os municípios analisados, Macaé foi o que registrou a maior abertura de postos formais nesse segmento, ao passo que Rio das Ostras foi o único a encerrar o período com saldo líquido negativo.

No caso de São João da Barra, cabe uma observação específica: apesar da geração de empregos no setor de serviços, o volume criado ainda é reduzido diante do potencial existente na atual conjuntura econômica, especialmente em função da importância da estrutura do Porto do Açu para a dinâmica local. Desse modo, esse é o panorama do emprego no setor de serviços nas economias de maior densidade econômica da região Norte Fluminense.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Campos investe mais que Macaé em saúde em 2025; o desafio está na qualidade da prestação dos serviços

De acordo com os dados extraídos do site do TCE-RJ, referentes à execução orçamentária da saúde pública no período de janeiro a outubro de 2025, nos municípios evidenciados no gráfico, observa-se que a Secretaria de Saúde de Campos, no intervalo analisado, no que tange aos investimentos em políticas públicas de saúde, superou os gastos realizados pela Secretaria de Saúde de Macaé. Tal resultado causa surpresa, considerando que o município macaense contou com um orçamento total superior a R$ 4 bilhões, ressalta-se que esse valor se refere ao orçamento geral do município, e não exclusivamente à pasta da saúde.

Já São João da Barra apresentou aplicação inferior à de Rio das Ostras nessa área estratégica da Administração Pública. Diante desse cenário, presume-se que a prestação dos serviços de saúde nesses municípios deve ser de boa qualidade, uma vez que os recursos financeiros disponíveis não faltam conforme pode se constatar no gráfico.

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O Agente Secreto, a memória histórica e a lição de Ulisses Guimarães: “tenho ódio e nojo da ditadura”

 

Dois filmes brasileiros foram contemplados no exterior ao abordarem um dos períodos mais vergonhosos da história do nosso país: a ditadura militar. O Agente Secreto, premiado ontem no Globo de Ouro 2026, em Los Angeles, é dirigido por Kleber Mendonça Filho, cineasta reconhecido por obras como Bacurau e Aquarius. Na mesma premiação, Wagner Moura recebeu o prêmio de Melhor Ator. O outro filme, Ainda Estou Aqui, é do diretor Walter Salles, consagrado internacionalmente por trabalhos como Central do Brasil e Diários de Motocicleta, e foi premiado em março de 2025, reforçando seu reconhecimento internacional. A atriz Fernanda Torres foi laureada, e o elenco ainda contou com a atuação marcante de Selton Mello. Essas conquistas enchem de orgulho a alma do povo brasileiro, que não merece jamais voltar a sofrer a humilhação imposta pelo regime militar.

O que causa profunda preocupação é o fato de ainda existir, na sociedade brasileira, um segmento de extremistas de direita que ignora,  ou finge desconhecer, esse período sombrio e sangrento da nossa história. Trata-se de um tempo que deixou marcas indeléveis na vida social, política e institucional do país, marcado por métodos autoritários e pela supressão de direitos. Ainda assim, há quem defenda o retorno da ditadura, muitas vezes iludido por narrativas fantasiosas difundidas por pseudo-líderes que insistem em apresentar aquele momento como uma fase de prosperidade econômica. Foi, na verdade, um período de intenso sofrimento, minha gente.

Para quem não sabe, ou prefere esquecer, a hiperinflação brasileira, que chegou a cerca de 80% ao mês e ultrapassou 2.000% ao ano, foi consequência direta das políticas adotadas durante os governos militares. Uma herança maldita, fruto de gestões públicas temerárias, que os governos civis posteriores precisaram enfrentar. A estabilização da economia só ocorreu com o Plano Real, em 1994, no governo Fernando Henrique Cardoso. À época, o Brasil encontrava-se profundamente endividado junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), acumulando uma das maiores dívidas externas do mundo. Resultado da atuação do então ministro da Economia, Delfim Neto, que optou por expandir o PIB por meio do endividamento externo e pela concentração significativa de renda. Quem pagou essa conta foi a população brasileira, sobretudo os mais pobres. Faço aqui apenas um breve resumo, sem me aprofundar nos detalhes da conjuntura econômica sob os generais.

Por fim, destaco que filmes como os premiados acima cumprem um papel fundamental ao lembrar e relembrar a sociedade da tragédia vivida pelo Brasil sob o comando dos militares. Para ilustrar, o deputado federal Ulisses Guimarães, do PMDB, homem de hábitos conservadores, afirmou com clareza: “Eu tenho ódio e nojo da ditadura”. Não há muito mais a acrescentar. Como autor deste breve texto, faço questão de deixar explícito: eu também tenho ódio e nojo da ditadura.

 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Com alívio nos alimentos, inflação de 2025 permanece dentro da meta

 

O IBGE divulgou hoje a inflação do ano de 2025, que ficou em 4,26% pelo IPCA, dentro da meta pré-estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já a inflação do mês de dezembro registrou 0,33%, contra 0,18% em novembro de 2025. Trata-se do menor IPCA desde 2019, quando a inflação anualizada alcançou 4,31%.

O que contribuiu para que a inflação de 2025 permanecesse dentro da meta de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, foram os alimentos, que se mantiveram em uma trajetória média de preços baixos ao longo do período, apesar de um pequeno aumento observado em dezembro. De qualquer forma, é importante ressaltar que eles foram os principais responsáveis por esse bom resultado.

Portanto, trata-se de mais uma evidência de que o Banco Central deve, já a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), refletir seriamente sobre a redução da taxa básica de juros, que, como costumamos abordar de forma metafórica, permanece em um patamar pornográfico de 15% ao ano na economia brasileira. Isso porque a atividade econômica vem desacelerando em alguns segmentos, como, por exemplo, o setor industrial, cujo desempenho foi divulgado ontem e apresentou um resultado bastante negativo em 2025.

 





quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Produção industrial encerra novembro de 2025 sem crescimento, segundo o IBGE

 

O IBGE divulgou hoje os dados da produção industrial de novembro de 2025, que permaneceram estáveis após crescimento de 0,1% em outubro. Analistas do mercado projetavam uma alta de 0,3% no mês.

Na comparação com novembro de 2024, a indústria registrou retração de 1,2%. No acumulado do ano, a atividade industrial avançou 0,6%, enquanto no intervalo de 12 meses a elevação foi de 0,7%. Esse desempenho evidencia, dentro desse contexto, uma fragilidade por parte da indústria nacional, intimamente associada ao encarecimento do crédito, uma vez que as empresas enfrentam dificuldades para ampliar os investimentos diante da taxa Selic do Banco Central ainda em 15% ao ano.

O principal fator que contribuiu para o esfriamento da indústria em novembro foi a queda de 2,6% na produção da indústria extrativa mineral, que havia crescido 3,5% em outubro. Conforme destacou pesquisador do IBGE: “A queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro”.

Por fim, fica o apelo para que as autoridades monetárias do país, leia-se BACEN, promovam a redução da taxa básica de juros, que adentra 2026 também provocando arrefecimento da atividade industrial, embora o presente estudo se refira a novembro de 2025. Chega de juros altos!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Às vésperas do Natal de 2025, Campos e São João da Barra apresentam retração na criação de empregos formais

 

No mês que antecedeu o Natal, segundo dados do CAGED divulgados pelo Ministério do Trabalho do governo federal, na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, observa-se que as economias de Macaé e de Rio das Ostras ampliaram a criação de postos de trabalho formais, respectivamente em 81,50% e 78,57%. Esse desempenho foi influenciado, evidentemente, pelo clima natalino, que via de regra estimula o consumo, além da injeção de renda proporcionada pelo décimo terceiro salário.

Em relação à economia de Campos, constata-se uma redução da empregabilidade próxima de 10%. Ainda assim, o saldo líquido permaneceu positivo, com a abertura de 130 vagas formais no período analisado. Já em São João da Barra, foram criados 14 empregos em novembro de 2024, número bastante modesto, e apenas um em novembro de 2025. Esse resultado evidencia que a economia sanjoanense não consegue absorver a renda gerada pelas empresas instaladas no Porto do Açu; o recurso, portanto, não permanece na economia local, o que não representa novidade.

Portanto, onde o dinheiro efetivamente circula, os empregos com carteira assinada tendem a surgir, o que não se verifica nem em Campos nem em São João da Barra. Em Campos, observa-se uma desaceleração natural da atividade econômica, enquanto, em São João da Barra, as razões já foram expostas. É desse jeito.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Na contramão dos municípios petrolíferos, Campos reduz a pobreza em dezembro de 2025

 

O Ministério da Cidadania do governo federal divulgou os dados do número de cadastrados, ou de pessoas em situação de pobreza, no CADÚNICO dos municípios ricos ou dependentes da renda do petróleo referentes a dezembro de 2024 e 2025.

Dentro do contexto dos números apresentados no gráfico, observa-se que a pobreza reduziu em Campos, cuja economia segue patinando, e, contraditoriamente, naquelas cidades que detêm economias com grandes investimentos,  Macaé, em razão da Petrobrás; Rio das Ostras, em função da Zona Especial de Negócios (ZEN); e São João da Barra, em virtude do Porto do Açu, houve aumento. Em tese, são sistemas econômicos com mais oportunidades de emprego e renda, o que torna esse comportamento bastante estranho.

Portanto, apenas para ressaltar, em dezembro de 2025 em relação a dezembro de 2024, somente o município de Campos apresentou uma conjuntura social mais animadora, apesar de a variação percentual dos cadastrados no CADÚNICO ter recuado apenas 3,57%. Ainda assim, trata-se de um avanço quando comparado aos demais municípios.

 


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Com royalties de dezembro, prefeituras produtoras encerraram o ano com caixa reforçado

Os municípios petrorrentistas do estado do Rio de Janeiro encerraram o ano com recursos em caixa, em razão dos royalties por concessão pagos pela ANP, referentes ao mês de dezembro de 2025.

Maricá, Niterói e Saquarema, integrantes da Bacia de Santos e beneficiados pela produção do pré-sal, receberam valores expressivos quando comparados aos demais entes vinculados à Bacia de Campos, com Maricá registrando os maiores montantes.

No âmbito da Bacia de Campos, Macaé se destacou como o principal recebedor, com mais de R$ 65 milhões, seguido por Campos dos Goytacazes, que apresentou rendimentos superiores a R$ 35 milhões.

Dessa forma, do ponto de vista financeiro, o Papai Noel foi generoso com os prefeitos da região produtora de petróleo do estado.




sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Campos dos Goytacazes registra saldo positivo de 103 empregos formais em novembro de 2025

 

Segundo o saldo líquido de empregos do CAGED, na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a economia de Campos dos Goytacazes (RJ) apresentou avanço na geração de postos de trabalho, conforme evidenciado no gráfico pelo resultado do saldo líquido total.

Em novembro de 2024, foram eliminados 68 vínculos formais, enquanto em novembro de 2025 houve uma reversão desse movimento, com o encerramento do mês registrando a criação de 103 empregos formais. Esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pelos setores de serviços e comércio, configurando um resultado positivo para o município.


Por Alcimar das Chagas Ribeiro

 

A Mesorregião Norte Fluminense gerou 11,9 mil empregos no período de janeiro a novembro de 2025

 

A Mesorregião Norte Fluminense gerou um saldo de 678 empregos em novembro deste ano. Macaé liderou o processo com a geração de 810 novas vagas, seguido por Campos dos Goytacazes com a geração de 103 vagas de emprego no mês. São Francisco do Itabapoana eliminou 265 vagas em função do encerramento da safra de cana de açúcar.

No acumulado de janeiro a novembro a mesorregião gerou um saldo de 11.899 empregos. Macaé teve uma participação de 69,1%, seguido por Campos dos Goytacazes com uma participação de 19,7% e São João da Barra com uma participação de 7,2% do saldo total no período.

Setorialmente, considerando os principais municípios geradores de emprego na região, as atividades de serviços foram responsáveis pela geração de 8.401 vagas; o comércio gerou 1.532 vagas; a indústria gerou 1.340 e a agropecuária gerou 199 vagas no período. A construção civil eliminou 72 vagas de emprego no acumulado.

O estado do Rio de Janeiro gerou um saldo de 124.271 empregos no acumulado do ano e o país gerou um saldo de 1.895.130 no período.