segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Guerra lá fora, dinheiro tem aqui: conflito entre EUA e Irã aumenta royalties dos municípios produtores

 


Com a escalada do conflito geopolítico entre EUA e Irã, o barril de petróleo tipo Brent, referência global para o preço do petróleo, aumenta 5,64% e chega a US$ 91,00 (cotação de hoje, por volta das 11h).

Em função desse cenário, a Bolsa de Valores do Brasil opera em alta neste momento, em cerca de 1%, puxada pelos preços das ações da Petrobras, que se valorizaram com a alta do barril, e o dólar cai em função da entrada de capitais estrangeiros e da estabilidade econômica e política do país. Uma boa notícia.

Na região Norte do estado do Rio de Janeiro e na Baixada Litorânea, aumenta a perspectiva de elevação dos repasses de royalties para os municípios produtores de petróleo. Portanto, enquanto uns choram, outros riem. Assim caminha a humanidade!

 



sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Macaé mantém a liderança em investimento educacional e ultrapassa R$ 430 milhões em 2026

 

O infográfico apresenta a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026 das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra. Educação Municipal. Os gastos são milionários!


Campos lidera a queda nos royalties, mas Maricá embolsa quase R$ 300 milhões — dinheiro tem!

 

O infográfico retrata o fluxo de royalties do petróleo do sistema de partilha e de concessão recebidos no dia de hoje pelas prefeituras, tanto da Bacia de Campos quanto da de Santos, referente ao mês de agosto de 2026 comparado a julho de 2025. Importa ressaltar que a cor azul da escala do infográfico representa as rendas do mês de julho de 2025, e o vermelho, os repasses de agosto de 2026.

Como se observa no infográfico, todas as prefeituras tiveram redução dos repasses agora em agosto em relação a julho de 2025. A maior queda dos repasses foi a de Campos dos Goytacazes (RJ), que perdeu, no período considerado, 19,9%, ou quase 20%. O que, à primeira vista, sugeriria baixa produtividade dos poços da Bacia de Campos. Contudo, um olhar mais atento aos números desmonta essa hipótese: os municípios da Bacia de Santos, como Niterói (-18,1%), tiveram quedas muito próximas às da Bacia de Campos, e Saquarema, também do pré-sal, registrou a menor retração do grupo todo (-14,7%). Ou seja, o recuo generalizado tem cara de efeito conjuntural, cotação do barril, volume de produção do mês de referência, e não de esgotamento específico dos poços campistas. Aliás, não há dúvidas de que, na atual conjuntura de queda dos valores nominais dos municípios pertencentes à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, comparado aos municípios da Bacia de Santos que estão no infográfico, como Maricá, Niterói e Saquarema, a produção de petróleo do país deslocou seu eixo para os poços do pré-sal da Bacia de Santos.

Portanto, esse é o cenário das rendas petrolíferas do mês de agosto de 2026 dos municípios petrorentistas do Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Dinheiro tem ou alguém tem dúvidas?

 


IPCA-15 cai 0,4% em agosto e leva inflação em 12 meses a 4,24%


 

O IPCA-15 de agosto, divulgado hoje pelo IBGE e considerado a prévia da inflação, fechou o mês com uma deflação de 0,4%, o que se constitui numa excelente notícia para o país.

Os itens dos preços relativos que contribuíram para esse cenário favorável, no que diz respeito à queda generalizada dos preços, foram a energia elétrica, a passagem de avião e os alimentos, que acusaram diminuição. Em 12 meses, o índice acumula uma alta de 4,24%, desacelerando frente aos 4,52% do período de 12 meses imediatamente anterior.

Importa lembrar, embasado nessa conjuntura, que a queda dos preços fez com que o índice ficasse abaixo do teto da meta inflacionária pré-estabelecida pelo Banco Central e que, de certa forma, pressiona o BACEN a reduzir ainda mais a taxa de juros da Selic, que vem travando o crescimento econômico brasileiro em virtude da austeridade da política monetária.

Para quem não sabe o que é uma deflação, ela representa a queda generalizada dos preços, ao contrário da inflação, que representa a elevação de preços. O efeito da deflação, no curto prazo, é oferecer um aumento de poder aquisitivo aos agentes econômicos, que, por conta da queda dos preços, podem adquirir mais bens e serviços; como consequência desse fenômeno monetário, as empresas aumentam a lucratividade.

Por fim, a divulgação da deflação pelo IBGE, como já adiantamos no início desse post, é uma excelente notícia!

 


 

Investe mais, deve mais: Campos amplia investimentos e pagamento da dívida em 2026

 

Os investimentos públicos de Campos cresceram 95,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025. Os de Macaé cresceram 13,0% e totalizaram, em valores absolutos, R$ 126,7 milhões em 2026. Em São João da Barra, os investimentos encolheram 76,0% no mesmo período, e Rio das Ostras teve uma queda de 3,0%, segundo o TCE-RJ.

No que diz respeito à amortização da dívida, o valor liquidado de Campos saltou de R$ 40,3 milhões em 2025 para R$ 41,6 milhões nos seis meses de 2026, um crescimento de 3,2% no período considerado, e o pagamento de juros subiu 7,8%. Macaé não teve dívida registrada no Balanço Orçamentário. A amortização da dívida de São João da Barra aumentou 12,7%, chegando a R$ 3,1 milhões em 2026; já os juros e encargos, que não existiam em 2025, somaram R$ 407 mil em 2026, um gasto novo para o município. A amortização da dívida de Rio das Ostras aumentou 6,7%; o município não pagou juros e encargos.

Portanto, esse é o quadro do panorama entre investimentos e dívidas dos municípios com os maiores orçamentos da região Norte Fluminense do Rio de Janeiro.

 


Campos lidera em volume, mas SJB cresce 64,45% no IPTU

O infográfico apresenta a arrecadação do IPTU de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo os dados do site do TCE-RJ.

São João da Barra, a terra do Porto do Açu, foi o município que mais elevou a receita do IPTU no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, em termos relativos, ficando em 64,45%. Já Campos dos Goytacazes é o que possui a maior arrecadação em termos absolutos, conforme os números levantados. Portanto, dinheiro tem!

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Dinheiro não falta: na região do petróleo, vereador custa caro

 

O infográfico faz uma análise comparativa da execução orçamentária dos Poderes Legislativos ou Câmaras municipais de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra do primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

Em Campos, não se pode calcular a variação percentual, tendo em vista, talvez, um erro na hora de se confeccionar o relatório de execução orçamentária do ano de 2025, cujo valor executado pela Câmara local foi de apenas R$ 54.744,66. Porém, o valor do primeiro semestre de 2026 foi de R$ 17,7 milhões.

Em Macaé, os gastos com os vereadores aumentaram 22,85%; os de Rio das Ostras cresceram 18,99%; e os de São João da Barra, 12,29%. É importante o contribuinte ter conhecimento dessas despesas, porque quem paga essa conta é a sociedade e os vereadores. Os edis dessas cidades estão custando muito caro ao erário. Precisamos saber se eles estão realmente cumprindo as suas atribuições constitucionais. Ou estão apenas fazendo figuração.

Por fim, é importante lembrar que o orçamento das Câmaras é limitado pelo art. 29-A da Constituição Federal, que fixa o teto de despesa do Legislativo Municipal conforme a população de cada cidade: 7% para municípios com até 100 mil habitantes, caso de São João da Barra; 6% para os que têm entre 100 mil e 300 mil habitantes, caso de Macaé e Rio das Ostras; e 4,5% para os que ultrapassam 500 mil habitantes, caso de Campos dos Goytacazes,  o menor teto entre os quatro. Esse percentual incide sobre a receita tributária própria e as transferências constitucionais arrecadadas pelo Executivo no exercício anterior, repassada à Câmara em duodécimos mensais, os royalties do petróleo, por serem receita patrimonial, ficam de fora dessa conta. É por isso que Macaé, mesmo empatada com Rio das Ostras no teto de 6%, tem o maior orçamento executado entre os quatro: o ISS e a cota-parte do ICMS do município, ambos inflados pela intensa atividade de serviços ligada à indústria offshore, elevam sua base de cálculo muito acima da dos vizinhos.

 

Líder em 2025, Campos despenca 68% em serviços e perde o posto para Macaé e São joão da Barra

 

O infográfico apresenta o saldo líquido do emprego do mercado de trabalho de serviços dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de junho de 2025 e 2026, segundo o CAGED.

Importante ressaltar, logo de início, que o saldo agregado dos quatro municípios saltou de 928 empregos em junho de 2025 para 1.070 em junho de 2026; o crescimento foi de 15,3%.

Agora, de forma individual, em junho de 2026 em relação a junho de 2025, os empregos de Campos reduziram 67,9%, os de Macaé,  a economia do petróleo, aumentaram 116,3%, os de Rio das Ostras caíram 64,8% e os de São João da Barra, a terra do Porto do Açu, cresceram 484,2%.

Portanto, o destaque é a inversão de liderança: Campos era disparado o maior saldo em 2025, com 486, e despenca para 156 em 2026, enquanto Macaé e São João da Barra assumem o protagonismo, juntas, somam 865 vagas em 2026, mais que o total regional inteiro de 2025. É isso aí.

 


São João da Barra corta 76% da Cultura e não chega a R$ 500 mil, Campos reduz 39% — enquanto Macaé e Rio das Ostras investem pesado

Segundo a execução orçamentária da pasta da Cultura nas prefeituras de Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, no período de janeiro a junho de 2025 e 2026, e conforme as informações do TCE-RJ refletidas no infográfico acima, é possível traçar um comparativo entre os quatro municípios.

Observa-se que, enquanto Macaé elevou os investimentos na Cultura em 73,53% e Rio das Ostras registrou alta de 24,99%, Campos e São João da Barra caminharam na direção oposta: reduziram, respectivamente, 38,94% e 76,40% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

Portanto, a pasta da Cultura de Macaé e Rio das Ostras parece gozar de prestígio junto a seus prefeitos. Já o valor destinado à Cultura campista, embora ainda representativo, não conseguiu superar o do semestre anterior. Em São João da Barra, por sua vez, a área sequer recebeu R$ 500 mil. É desse jeito!

 

Campos fecha o 1º semestre como lanterninha do ISS na região, atrás de Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras

 


Segundo os dados retirados do site do TCE-RJ sobre a arrecadação do ISS do primeiro semestre de 2025 e 2026 dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, o total de todos os municípios, somado de janeiro a junho de 2025, foi de R$ 845,1 milhões, e no mesmo período de 2026 ele chegou ao patamar de R$ 990,8 milhões, crescendo, assim, 17,23%.

Agora, como pode se verificar no infográfico, a arrecadação de São João da Barra, no período analisado, cresceu, no primeiro semestre de 2026 em relação ao de 2025, em 36,71%; a de Rio das Ostras, em 29,54%; a de Campos, em 19,25%; e a de Macaé, em 11,29%.

Porém, quando se faz uma reflexão sobre os números absolutos, observa-se que Macaé liderou tanto em 2025 como em 2026 por conta da economia do petróleo; logo depois vem São João da Barra, com a economia do Porto do Açu; depois surge Rio das Ostras, com a economia alavancada pela Zona Especial de Negócios (ZEN); e, segurando a lanterna, com uma economia baseada em serviços de baixo valor agregado, temos Campos.

Portanto, enquanto Macaé arrecadou, de ISS, no primeiro semestre de 2026, R$ 631,6 milhões, Campos arrecadou somente R$ 94,3 milhões. Com isso, Campos perde para São João da Barra e Rio das Ostras. Esse é o preço que pagamos por ter uma economia frágil e de baixa dinâmica econômica.

 


Serasa revela: 9 milhões de empresas brasileiras estão negativadas

 

Segundo dados divulgados pelo Serasa até junho de 2026, nove milhões de empresas estão negativadas, sendo a maioria delas pequenas empresas. Em média, cada empresa dessas possui sete contas atrasadas com banco ou fornecedores, cartões e cheque especial.

Todo esse cenário de inadimplência, é importante ressaltar, está relacionado à alta taxa de juros Selic do Banco Central, que está inviabilizando as atividades econômicas e dificultando a geração de negócios pelo país afora. Como estamos cansados de anunciar neste espaço, já passou da hora do Bacen reduzir ainda mais a taxa de juros. Assim não dá!

 


Copom reduz Selic para 14%, menor patamar do ciclo de afrouxamento

 

O infográfico apresenta a evolução da taxa Selic de juros do Banco Central, que define as demais taxas de juros do mercado de bens e serviços. Para quem ainda não sabe, na última reunião do COPOM, a taxa saiu de 14,25%, sua cotação até julho, e atualmente passou para 14% ao ano.

O Banco Central, tudo indica, deverá continuar diminuindo a Selic nas próximas reuniões, até porque a inflação de julho de 2026 foi de apenas 0,07%. Uma boa notícia para o crescimento econômico deste ano!

Com royalties em recorde, prefeitos cortam Assistência Social — só Rio das Ostras foge à regra

 


No panorama dos gastos com Assistência Social de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo a execução orçamentária das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de acordo com o TCE-RJ.

Eles tiveram uma queda de 17,28% na despesa social de Campos, uma redução de 5,20% na despesa de Macaé, ocorreu uma elevação de 12,87% em Rio das Ostras e tiveram uma queda de 2,35% em São João da Barra, a terra do Porto do Açu.

Portanto, ao observar os números, verifica-se que a maior diminuição dos gastos na política social no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado foi a de Campos, de 17,28%. E o único município que teve aumento da despesa da área social foi o de Rio das Ostras, de 12,87%.

Importante lembrar que todos estes municípios destacados neste post são produtores de petróleo e possuem grandes orçamentos públicos municipais sustentados pelos royalties do petróleo, que, nessa conjuntura, aumentam a arrecadação por conta do conflito geopolítico entre os Estados Unidos e o Irã. Um outro aspecto que deve ser salientado: todos os municípios do infográfico apresentam alto índice de pobreza em seus respectivos territórios. Então, é inaceitável que os prefeitos reduzam o dinheiro da Assistência Social!

 


IPCA de julho cai para 0,07% e desacelera frente aos 0,26% de 2025

 


O IBGE divulgou ontem a inflação do mês de julho de 2026. Ela ficou em 0,07%, o que representa uma redução de 0,19 ponto percentual frente ao índice de julho de 2025, que estava no patamar de 0,26%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, e no ano de 2026, em 3,44%.

Tivemos queda nos itens alimentação e bebidas, de 0,67%, e vestuário, com redução de 0,66%. Já o item habitação e energia elétrica registrou respectivamente uma alta de 0,99% e 3,09%.

Com isso, o Banco Central já pode pensar em reduzir mais uma vez a taxa de juros na próxima reunião do Copom.

 


Campos lidera empregos em 2026 com 3.213 vagas, Macaé liderou em 2025 com 5.292 — e a safra sucroalcooleira explica a virada

 

Primeiramente apresentaremos o quantitativo dos empregos somados dos quatro municípios, de janeiro a junho de 2025 que totalizou 9.907 vagas e o do mesmo período de 2026 que atingiu o patamar de 7.829 vagas, o que culminou numa queda de 20,97%.

Agora na apresentação de forma individualizada, a economia de Campos de janeiro a junho de 2025 criou 2.690 empregos e em 2026 gerou 3.213 vagas, no mesmo intervalo uma elevação de 19,44%.

Enquanto isso, Macaé teve uma queda de 50,76%, no ano de 2025 analisado onde criou 5.292 vagas e de janeiro a junho de 2026 somente 2.606 empregos formais. E olha que Macaé tem a economia ancorada na Petrobras. Então, o resultado de seis meses da empregabilidade de 2026 de Macaé é sofrível.

Já Rio das Ostras, assim como Macaé, os empregos encolheram em 40,43%. De janeiro a junho de 2025 foram criados 1.363 postos de trabalho e em 2026, no mesmo recorte de tempo, foram 812 vagas. Muito pouco para uma economia que possui uma expressiva Zona Especial de Negócios (ZEN) com a maioria de empresas multinacionais do mundo do petróleo.

Em São João da Barra, assim como Campos, teve crescimento nos empregos de 113,17%. Porém, quando se observa em termos absolutos os valores, a quantidade de emprego em 2025 foi de um saldo líquido total de 562 e em 2026, de janeiro a junho, de 1.198 postos de trabalho. Uma quantidade pequena para uma economia que hospeda o megainvestimento do Porto do Açu.

Portanto, resumo da ópera, as duas economias que tiveram crescimento da empregabilidade no espaço de tempo analisado em termos relativos foram Campos e São João da Barra, e em termos absolutos foi Campos em 2026 e Macaé em 2025. Um detalhe que não podemos esquecer de ressaltar: o primeiro semestre analisado, em se tratando de Campos, está com as cifras dos empregos gerados pela safra sazonal do setor sucroalcooleiro, que, no segundo semestre de 2026, os trabalhadores contratados serão demitidos, e tudo indica que o resultado do segundo semestre será menor do que o do primeiro. A conferir futuramente.

 


Vice do agronegócio multiplica por oito investimento na agricultura: de R$ 523 mil com Wladimir a R$ 4 milhões com Frederico Paes

Este infográfico compara a execução orçamentária, através da despesa liquidada, da Função Agricultura de janeiro a junho de 2025 e 2026 nos municípios de Campos, Macaé e Rio das Ostras.

Como se observa pelos dados, em Campos foram aplicados pouco mais de R$ 523 mil no primeiro semestre de 2025, e no primeiro semestre de 2026 esse valor ultrapassou os R$ 4 milhões; por conta dessa discrepância, a variação percentual foi de 759,8%. Nada mais do que isso.

É importante ressaltar que os valores de 2025 foram aplicados na gestão do então prefeito Wladimir Garotinho,que, como os números mostram, tinha pouco respeito e consideração pela agricultura local. Já os valores de 2026 foram aplicados na gestão de Frederico Paes, vice-prefeito do titular anterior, que assumiu os destinos do município a partir de abril. Como toda a cidade sabe,  e é redundante repetir, o vice que chegou ao comando é oriundo do segmento agropecuário; em razão disso, deve estar priorizando a agricultura logo no início de sua gestão.

Inclusive, apenas para ilustrar: o atual prefeito Frederico Paes, na abertura do rodeio da Exposição Agropecuária de Campos, se empolgou, imagino eu, e disse que a economia campista é sustentada pelo agronegócio. Acho que ele fez uma piada, pois todos sabem que a agropecuária de Campos enfrenta uma profunda decadência, com duas usinas em grave crise financeira,  inclusive a usina dele, e sem matéria-prima (cana-de-açúcar) para moer. O município hoje é sustentado pelas rendas geradas pela Petrobras, que está em Macaé, e pelo Porto do Açu, em São João da Barra, ou não?

Já na economia do petróleo de Macaé, os investimentos na agricultura se elevaram, nos primeiros seis meses de 2026, em 31,7%, em uma economia que depende majoritariamente da Petrobras. Em Rio das Ostras, a agricultura perdeu relevância há algum tempo; o município hoje é sustentado pela Zona Especial de Negócios (ZEN), razão pela qual foram aplicados na agricultura R$ 10 mil entre janeiro e junho de 2025, e apenas R$ 5 mil no mesmo período de 2026.

Portanto, em face desses números, pode-se dizer que no primeiro semestre de 2026 a agricultura foi prestigiada em Campos e em Macaé, e em 2025 somente em Macaé. Em Rio das Ostras, como falamos acima, a agricultura perdeu sua relevância. Esse é o quadro dos investimentos na agricultura da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro.

 

 

Macaé investe R$ 126 milhões em obras no 1º semestre — mais que o triplo de Campos

O infográfico mostra a execução orçamentária de janeiro a junho de 2025 e 2026, das prefeituras de Campos e de Macaé, no que diz respeito aos investimentos realizados por cada um deles, cujos dados foram retirados do TCE-RJ.

Enquanto Campos, uma economia de serviços de baixo valor agregado, elevou os investimentos em mais de 95% no período analisado, Macaé, a economia do petróleo em função da pujança da Petrobras implantada em seu território, aumentou os investimentos públicos em 13%. Porém, em termos absolutos, os investimentos de Macaé superaram, e muito, os de Campos.

Portanto, em função dos dados acima, pode-se dizer que, em obras e investimentos nos primeiros seis meses de 2026, Macaé, também pela robustez do seu orçamento total para 2026, que ultrapassa a cifra de R$ 5,8 bilhões, teve um expressivo investimento público do ponto de vista nominal. Ainda assim, é em Campos que o salto percentual mais chama atenção — sinal de que a cidade começa, embora tardiamente, a acelerar sua própria execução orçamentária.

 

 

Um mesmo mês, dois destinos: comércio cresce em Campos e Rio das Ostras, mas desaba em Macaé e São João da Barra

 

O infográfico acima retrata a dinâmica do emprego no comércio dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no mês de junho de 2026 em relação a junho de 2025. Os dados revelam contrastes acentuados entre cidades que expandiram suas vagas e aquelas que sofreram retrações severas, como veremos abaixo.

Em Campos, ocorreu uma expansão de 21,1% em junho de 2026 em relação a junho de 2025. O mês de junho é importante para a economia de Campos, porque é quando ela é irrigada com as rendas do setor sucroalcooleiro, em função da safra sazonal da cana, que termina, o mais tardar, em setembro. Então, via de regra, a atividade comercial é beneficiada, como se observou através dos dados da empregabilidade.

Em Macaé, numa conjuntura bem atípica, ocorreu uma queda de 95,8% dos postos de trabalho em junho de 2026. Estranhamente, Macaé, que tem uma renda local sustentada pela Petrobras, presente em seu território, o emprego teve um comportamento, que chama muita atenção e merece uma investigação mais detalhada.

Rio das Ostras teve uma expansão de 68,8%, o que não é uma novidade do ponto de vista econômico, pois lá existe a Zona Especial de Negócios (ZEN), que dá sustentabilidade, a médio e longo prazo, ao sistema econômico local e bem-estar social à população local.

E São João da Barra, a despeito do megainvestimento do Porto do Açu, o comércio sempre teve muita dificuldade para criar empregos formais. A verdade tem que ser dita: o setor comercial da economia de São João da Barra funciona muito informalmente. O que é um aspecto negativo a se ressaltar, pois todos perdem, do trabalhador ao setor público, que perde arrecadação de impostos. Por essas e outras razões, o comércio encolheu 33,3% no que diz respeito ao emprego.

Portanto, aí estão os dados do mercado de trabalho dos municípios evidenciados no infográfico.

 


Milhões aplicados, dúvida que permanece: a saúde pública entrega o que promete em Campos e Macaé?

 

No comparativo dos investimentos em saúde de janeiro a junho de 2025 e de 2026, segundo a execução orçamentária encaminhada ao TCE-RJ, verifica-se que a secretaria de saúde de Campos, no primeiro semestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano passado, aplicou 10,62% a mais. Em valores absolutos, no semestre de 2026 destinou R$ 542,13 milhões.

Já Macaé, de janeiro a junho de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025, elevou os gastos na saúde em 25,13%. Em números absolutos, os recursos aplicados na saúde macaense foram de R$ 417,2 milhões em 2025 e R$ 522 milhões em 2026.

Portanto, no primeiro semestre de 2026, Campos teve o maior investimento absoluto na saúde, e Macaé, o maior crescimento dos gastos no mesmo período. Com isso, pode-se dizer: são dois municípios onde a pasta da saúde é milionária. Resta saber se as populações estão sendo bem atendidas. Porque o dinheiro não está faltando. Olha para os números. Eles são exorbitantes!