Endividamento recorde: 82 milhões de brasileiros no vermelho, revela Serasa

 

Segundo dados informados pelo jornal O Globo de hoje, 49% da população brasileira está endividada (dado da Serasa, referente a cerca de 82,8 milhões de brasileiros, apurado em março e divulgado em maio deste ano). Esses números alarmantes são referentes a maio deste ano. Realmente é muita gente devendo no país, diga-se de passagem, além de ser preocupante, pois quem se endivida perde totalmente a capacidade de consumir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.

Embora exista, na atual conjuntura econômica, 8 milhões de pessoas no programa do governo federal denominado Desenrola (que já beneficiou cerca de 15 milhões de brasileiros desde sua primeira edição, em 2023), tentando melhorar o perfil de devedor para se transformar novamente em potencial consumidor. Os dados do período mencionado são de arrepiar.

São vários os fatores que levaram a população brasileira a se endividar: o primeiro foi a melhora da renda do trabalhador por meio dos aumentos reais do salário mínimo, que ficaram acima da inflação; em segundo lugar, de acordo com algumas fontes, os jogos das Bets, que geraram uma legião de pessoas viciadas, o que é inaceitável; e, por último, a taxa de juros acima de 14,25% ao ano praticada pelo Banco Central do Brasil.

Portanto, o endividamento não é motivo de comemoração para ninguém. É, sim, uma situação para se lamentar.


Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio


 

O gráfico acima demonstra os valores das rendas petrolíferas recebidas pelos municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense e Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro, referentes ao mês de julho de 2026, em comparativo com junho de 2026, tanto daqueles que pertencem à Bacia de Campos, como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto daqueles que pertencem à Bacia de Santos, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema.

Todos os sete municípios caíram de junho para julho, tal movimento foi generalizado, não um caso isolado. Niterói teve a maior queda (-17,8%), seguida de Maricá (-14,1%) e São João da Barra (-11,6%). Rio das Ostras foi quem menos sofreu (-5,6%). Essa diminuição coletiva pode estar relacionada à cotação do petróleo ou ao volume de produção na Bacia de Campos ou na Bacia de Santos, e não a uma questão específica de cada prefeitura.

Cabe ressaltar que os dados acima refletem apenas os repasses já realizados entre junho e julho de 2026. Para os próximos meses, contudo, é esperado que os efeitos da recente elevação do barril de petróleo tipo Brent, provocada pelo conflito geopolítico e econômico entre os EUA e o Irã, sejam sentidos nos repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De qualquer forma, é importante deixar claro que, apesar da queda de arrecadação registrada neste post, tais prefeituras estão, sim, com os cofres abarrotados de dinheiro proveniente dessa commodity estratégica, do ponto de vista econômico, que é o petróleo.

 

Escalada entre EUA e Irã leva Brent a quase US$ 100 e beneficia prefeituras da Bacia de Campos e de Santos

Com a escalada do conflito geopolítico e geoeconômico no Oriente Médio, em função das dificuldades existentes entre os Estados Unidos e o Irã em sentarem-se à mesa para negociar, o petróleo tipo Brent, referência global para o preço do petróleo, ultrapassou, ontem, os US$ 95,00.

Tal conjuntura tem preocupado as autoridades mundiais, que já vislumbram a possibilidade da volta da inflação, a elevação da taxa de juros pelos Bancos Centrais e a redução do crescimento econômico, com a queda dos investimentos e o consequente aumento do desemprego neste ano de 2026. O que é bastante preocupante: por conta de um maluco, chamado Donald Trump, o mundo paga a conta!

E, se a dificuldade de negociação entre os dois países perdurar por mais tempo, o preço do barril do petróleo poderá ultrapassar os US$ 100,00, agravando os problemas econômicos e sociais na economia global.

Por fim, como sempre destacamos para lembrar o leitor: esse aumento do petróleo fará, sim, jorrar mais dinheiro nos caixas das prefeituras petrorrentistas do estado do Rio de Janeiro. Ou seja, a guerra que mata crianças inocentes é a mesma que faz a alegria dos prefeitos da Bacia de Campos e de Santos, do ponto de vista financeiro. Para finalizar, vale a pena ressaltar: a arrecadação dessas prefeituras continua na trajetória ascendente!

 

 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Campos, Rio das Ostras e São João da Barra aceleram — só Macaé destoa na construção civil

No que diz respeito aos empregos da construção civil, segundo o CAGED de maio de 2026 em relação a maio de 2025, nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, observa-se, todavia, no gráfico, uma inversão de tendência na empregabilidade da economia de Campos, que se recuperou do saldo líquido negativo de maio de 2025 em maio de 2026.

Na economia do petróleo de Macaé, verifica-se, também, um movimento inverso: em maio de 2025 o saldo líquido era positivo e passou a ser negativo em maio de 2026. Ou seja, em Macaé, a terra do petróleo, a construção civil desacelerou.

Já em Rio das Ostras e São João da Barra a recuperação foi positiva: ambas as cidades saíram de saldos negativos para números positivos em maio de 2026.

Portanto, a construção civil, responsável por uma gama de empregos de pouca qualificação, conforme os números, perdeu fôlego somente em Macaé. Nos demais municípios, o quadro foi positivo.

 

 

Campos é a maior cidade da região — e paga o pior salário

 

De acordo com os dados da renda média mensal dos trabalhadores formais em salário mínimo do setor privado, dos municípios registrados no gráfico, referentes aos anos de 2023 e 2024, segundo o IBGE, pode-se observar que, no caso de Campos, em 2024 ocorreu uma expansão de 4,76%. Em Macaé, neste mesmo período, houve uma pequena retração de 1,75%. Em Rio das Ostras a renda permaneceu estável, e em São João da Barra ocorreu um aumento de 4,26%.

Todavia, quando se compara em termos absolutos o número de salários mínimos pagos pelas empresas dos municípios aqui analisados, constata-se que, em Macaé, as empresas, por conta da economia do petróleo, pagam os maiores salários da região. Em segundo lugar vem a economia de São João da Barra, com as empresas vinculadas à estrutura logística do Porto do Açu remunerando os trabalhadores com quase cinco salários mínimos nos dois anos analisados. Em terceiro lugar, Rio das Ostras, com as empresas da Zona Especial de Negócios (ZEN), remunerando os trabalhadores do setor produtivo local com quase quatro salários mínimos. E segurando a lanterninha está a economia de Campos, estruturada em cima de uma indústria em decadência, que é a sucroalcooleira, e de uma indústria de cerâmicas que, mal ou bem, ainda tem um bom desempenho, além da atividade comercial e de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos trabalhadores. Esses dados demonstram claramente o que a gente discute há alguns anos: a fragilidade da economia de Campos.

Por fim, ressalta-se que os municípios que possuem economias com grandes investimentos, como Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, têm renda média elevada. Como a economia de Campos é de atividades de baixo valor econômico, a renda média é pequena. É simples assim!


Em São João da Barra, 3 em cada 4 moradores estão no CadÚnico — cadê os empregos do Porto do Açu?

 Segundo os dados estatísticos sobre a pobreza que assola a região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro no mês de junho de 2026,  onde estão implantados a Petrobras e o Porto do Açu e que, por conta disso, é um território com uma das maiores rendas per capita do Brasil, cujos dados foram retirados do CadÚnico do governo federal.

Pode-se observar no infográfico acima que o maior índice de pobreza é do município de São João da Barra, com 73,48%, que tem a menor população e a maior vulnerabilidade social, onde aproximadamente três em cada quatro habitantes sanjoanenses estão cadastrados no CadÚnico, na terra do Porto do Açu, que supostamente possui maiores oportunidades de emprego e renda para a população. Esses dados são estarrecedores, porque há muita gente numa cidade só em vulnerabilidade social. Além do mais, a prefeitura tem um orçamento para este ano de quase um bilhão de reais. Haja contraste!

No caso de Campos, estão cadastradas no CadÚnico 213.688 pessoas em termos absolutos, ou 41,17%, o que não é pouco, numa cidade onde a desigualdade social historicamente é uma marca desde os tempos áureos do açúcar, passando pelo ciclo do petróleo e chegando agora a uma economia que agoniza. Haja pobreza!

Em Rio das Ostras, a pobreza também é uma aberração e chega a 40%, numa cidade que tem muitas oportunidades de empregabilidade. Tal conjuntura é inexplicável!

Por fim, temos Macaé que, apesar de ter o menor índice de pobreza dos quatro municípios analisados, 37,80%, também é um município de oportunidades de emprego por abrigar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, e mesmo assim se verifica uma vulnerabilidade muito grande. Com isso, pode-se dizer que os números continuam revelando um cenário deplorável no Norte Fluminense do Rio de Janeiro, no que tange ao aspecto social. Que dura realidade!

 

Obs: O índice de pobreza de Macaé é de 37,80% e não de 37,30% como está na arte do gráfico.

 


Campos cresce 40% no emprego industrial enquanto Macaé recua 59,5%

 

No que diz respeito a Campos, uma economia de serviços e com um setor industrial que sobrevive a duras penas, com duas usinas em profunda dificuldade financeira. No mês de maio de 2025, como em 2026, os empregos na indústria aumentaram e se mantiveram dentro de uma curva de sustentabilidade relativa, em função da safra sazonal da cana-de-açúcar, que se inicia no mês e vai, no mais tardar, até setembro. Após esse período, a indústria passa a patinar e a desempregar. Essa é a dura realidade de Campos. E quem sustenta a economia local é o Porto do Açu e a Petrobras.

Já no que diz respeito a Rio das Ostras, o percentual de criação de empregos na indústria deu um salto de 200%. Se olharmos em termos absolutos, o município que abriga a Zona Especial de Negócios (ZEN) criou somente três empregos em 2025 e nove em 2026. Pela estrutura industrial que possui, o município, é muito pouco.

Já Macaé, a terra da Petrobras, e São João da Barra, a terra do Porto do Açu, dois motores de crescimento econômico regional, a decepção foi grande. Em Macaé, os empregos recuaram 59,5%, e em São João da Barra, 127,0%, sendo que o pior é que o saldo líquido é negativo em maio de 2026 na economia sanjoanense.

Portanto, aí está o cenário dos empregos na indústria numa região que possui uma das maiores rendas per capita do Brasil. Ou seja, a indústria local em maio patinou!

 


Trump mexe no Oriente Médio, e quem lucra são os municípios do petróleo no Rio

 

O petróleo tipo Brent voltou a subir no dia de ontem por conta do aumento da tensão entre os EUA e o Irã, em função da ameaça do presidente Trump de cobrar pedágio sobre as embarcações que passarem pelo Estreito de Ormuz. Sempre ele.

Nesse local passa uma boa parte do petróleo do Oriente Médio, cerca de 20%, para irrigar a maioria das economias do mundo capitalista. O barril chegou a atingir US$ 87,00 e aumentou 16% no acumulado do mês de julho; porém, logo depois, o presidente americano, mantendo o seu comportamento vacilante de fazer política, desistiu da ideia, e o preço do petróleo no mercado internacional recuou, mas se manteve num patamar ainda alto, o que deixa de ser positivo para as economias como um todo.

Tal comportamento do chefe de Estado e de Governo dos Estados Unidos tem provocado muita volatilidade nas economias: as Bolsas sobem e outras são derrubadas, e o preço do dólar também sofre com aumento e diminuição, o que provoca instabilidade nos agentes econômicos que vivem das exportações e importações. Apenas um registro: após a posse do presidente americano, o mundo não é o mesmo. O risco dos negócios elevou-se significativamente.

Outro aspecto: com a elevação do preço do barril do petróleo, as exportações da Petrobras se elevam; como decorrência, entram mais divisas no país, e a consequência direta, entre outros fatores que também pressionam o câmbio, foi a cotação do dólar chegar a R$ 5,07, o que, de certa forma, favorece o combate à inflação no Brasil, pois, com o dólar mais barato, a tendência é entrar no Brasil mais produtos importados. Esse movimento aumenta a concorrência interna e os preços caem, compensando de certa forma a alta do barril do petróleo.

Mas, de qualquer forma, a majoração do barril do petróleo, no que diz respeito ao custo de vida, sempre é uma preocupação devido ao seu forte impacto nas cadeias de produção, sobretudo nos alimentos, eis que esse item é o que pesa mais na cesta de consumo das famílias de baixa renda. Ou seja, encarece o arroz e o feijão na mesa do trabalhador.

O lado bom do aumento do barril do petróleo é o aumento das receitas dos royalties e das participações especiais, que vêm ocorrendo há algum tempo, fazendo, com isso, a alegria dos prefeitos dos municípios produtores de petróleo que pertencem à Bacia de Campos e à Bacia de Santos, do pré-sal. Um chora e outro sorri.

Portanto, a vida funciona assim: o que é bom para um pode não ser para o outro. E assim caminha a humanidade.

 


Enquanto Macaé lidera investimentos no Norte Fluminense, São João da Barra despenca quase 80%

 

O gráfico apresenta a comparação dos investimentos públicos em obras e equipamentos (ativo permanente) de janeiro a abril de 2025 e de 2026, cujos dados foram retirados do TCE-RJ, em relação às prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

Como se observa, na economia do petróleo de Macaé os investimentos aumentaram, em 2026, 11,35%, eles saíram de R$ 64,54 milhões em 2025 para R$ 71,87 milhões em 2026. É importante ressaltar que dentre os municípios analisados é o maior valor absoluto. Em função também do grande orçamento público municipal, que Macaé possui, mais de R$ 4 bilhões ao ano.

Em Campos, a economia de serviços do Norte Fluminense, os investimentos se elevaram 48,67% nos primeiros quatro meses de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Será que o vice-prefeito de Wladimir Garotinho, que assumiu a prefeitura em abril de 2026, já tem participação neste montante investido em Campos pela prefeitura, ou ainda é a última digital do Wladimir que permanece nestes investimentos públicos? Quem se habilita a responder tal pergunta?

Em Rio das Ostras, a economia da Zona Especial de Negócios (ZEN), os investimentos superaram os quatro mil por cento de janeiro a abril de 2026. Não estamos diante de uma expansão extraordinária dos investimentos públicos em Rio das Ostras. No quadrimestre de 2025 eles só investiram R$ 36,5 mil. Por conta disso, ocorreu essa aberração dos números no comparativo.

Já São João da Barra, a economia do Porto do Açu, confirma apenas o que nós sabemos há muito tempo: a prefeitura historicamente investe muito pouco. No primeiro quadrimestre de 2026, ocorreu uma significativa retração dos investimentos públicos de 77,80%. Na verdade, a prefeita sanjoanense atual e os antecessores são fortes em elevar a despesa corrente com a máquina pública. Eles têm muitas dificuldades no que tange aos investimentos.

Por fim, encerramos dizendo que Macaé lidera os investimentos, seguido por Campos. São os dois maiores orçamentos da região Norte Fluminense. O que  não é uma novidade para ninguém

Macaé e Rio das Ostras investem mais em Cultura; Campos e SJB cortam

Segundo os dados do gráfico a respeito dos gastos na área da Cultura dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no período de janeiro a abril de 2025 e 2026, conforme o TCE-RJ, eles tiveram elevação de 107,77% em Macaé e de 58,52% em Rio das Ostras, e diminuíram 25,63% em Campos e 80,02% em São João da Barra.

Todavia, ao se somar os gastos da Cultura de todos os municípios acima em 2025, eles totalizaram o valor de R$ 16,6 milhões, e os de 2026 chegaram ao patamar de R$ 19,7 milhões. O que se observa é que, no quadrimestre de 2026 em relação a 2025, houve um aumento de 18,90%, ou seja, essa foi a variação percentual no investimento agregado desses municípios na região Norte Fluminense, que possuem orçamentos bilionários, tanto em função da renda do petróleo, os royalties, quanto por conta dos grandes investimentos existentes em seus territórios, como no caso de Macaé, a Petrobras; em Rio das Ostras, a Zona Especial de Negócios (ZEN); e em Campos, o forte setor de serviços.

Por fim, é relevante esclarecer que tais investimentos foram realizados na área da difusão cultural e da administração geral. E lembrando: em Campos e São João da Barra os investimentos na Cultura tiveram retração.

 


 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

IPCA desacelera pelo segundo mês seguido: de 0,58% para 0,16%

Com um alívio no preço dos alimentos, a inflação medida pelo IPCA de junho de 2026 ficou em 0,16%, ante 0,58% em maio, observa-se, portanto, uma desaceleração no mês, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE.

Na comparação com junho de 2025, também houve recuo: o índice daquele mês havia ficado em 0,24%, contra os 0,16% registrados agora em 2026, como já mencionamos.

Vale destacar que a queda de 0,24% no grupo Alimentação e bebidas, que tem peso relevante no orçamento das famílias, ajudou a compensar a pressão exercida pelo grupo Habitação, que subiu 0,63%, impulsionado pelos aumentos na conta de luz.

Por fim, como está evidenciado no gráfico, apesar da desaceleração de junho, o acumulado de janeiro a junho foi de 2,99% em 2025 e de 3,36% em 2026, ou seja, o primeiro semestre deste ano foi mais inflacionário do que o mesmo período do ano passado.

 

 

Terra do petróleo, Macaé arrecada R$ 1,73 bilhão e lidera entre os quatro municípios

 

O gráfico apresenta a receita total realizada das prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, de janeiro a abril de 2025 e de 2026, cujos dados foram retirados do TCE-RJ, e mostra também o município que possui a maior receita absoluta do grupo, atingindo R$ 1,73 bilhão, Macaé, e o seu crescimento de 3,15%. Demonstra ainda o município que teve a maior expansão da arrecadação, no caso em tela, de 14,15% no período analisado: Campos.

No ensejo, ressalta os municípios que tiveram crescimento moderado da receita, casos de Rio das Ostras e São João da Barra, respectivamente, de 7,06% e 4,67%.

Por fim, pode-se afirmar, com base nos números, que os municípios analisados neste post elevaram as suas arrecadações no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao de 2025. No caso de Campos, a receita total nesse recorte de tempo foi impactada positivamente pelos royalties do petróleo, pelo IPTU, cujo pagamento teve início em fevereiro, e pelo ISS, é pequeno, mas ajuda a somar; Macaé, pelas receitas do ISS das empresas prestadoras de serviços à Petrobras e também pelos recursos financeiros oriundos dos royalties; Rio das Ostras, pelo IPTU, decorrente do ISS da Zona Especial de Negócios (ZEN), e pelas rendas petrolíferas; e São João da Barra, pelo IPTU, pelo ISS das empresas do Porto do Açu e também pelos royalties. Assim, pode-se terminar dizendo o seguinte: pelos números, tudo indica que o dinheiro no primeiro quadrimestre de 2026 não faltou nessas prefeituras.

 


Brent sobe 6% após ataque dos EUA ao Irã: mais dinheiro para os cofres do Rio em agosto

 

O ataque de ontem dos Estados Unidos contra o Irã mexeu no mercado de petróleo através da elevação do preço do barril tipo Brent, com a majoração de mais de 6% em apenas um dia. Uma loucura!

O ataque decorre da ação militar dos iranianos por terem atacado três navios comerciais internacionais, também no dia de ontem, que passavam pelo estreito de Ormuz. Neste ambiente econômico passa 20% do petróleo consumido pelo mundo. Uma quantidade expressiva, diga-se de passagem.

A consequência direta desse episódio, além do aumento do barril do petróleo, foi o impacto sobre as bolsas de valores espalhadas pelo mundo e a elevação do dólar. Tal conjuntura poderá criar nas economias mundiais uma expectativa inflacionária através do encarecimento dos preços dos bens e serviços. O que é profundamente negativo.

Por outro lado, como tudo na vida possui um aspecto bom e ruim, o aludido ataque também apresenta o seu aspecto positivo, especificamente no caso em tela, relacionado às economias petrorrentistas do estado do Rio de Janeiro. Com a alta do preço do barril tipo Brent, que é o tipo que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) utiliza para calcular os royalties, e juntamente com o aumento do dólar, os prefeitos dos municípios que pertencem à Bacia de Campos e à de Santos receberão nos próximos meses, sobretudo nos repasses de agosto e setembro, mais dinheiro nos seus respectivos caixas. O que não é nada mal.

Portanto, essa é a dura realidade econômica da geopolítica contemporânea mundial, em função de muito maluco estar em cargo de comando atualmente.

 


terça-feira, 7 de julho de 2026

Setor de serviços perde vagas em Macaé, Campos, São João da Barra e Rio das Ostras em maio de 2026

 

O mercado de trabalho do setor de prestação de serviços dos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo o CAGED, sofreu retração na criação de vagas de emprego no mês de maio de 2026 em relação a maio de 2025.

Na economia do petróleo de Macaé, o setor perdeu 71,82% dos postos; na economia de serviços de Campos, o emprego encolheu 68,22%; na economia portuária de São João da Barra, as vagas diminuíram 24,36%; e em Rio das Ostras, cuja economia se sustenta pela Zona Especial de Negócios (ZEN), o setor de serviços teve queda de 13,21%.

Portanto, como bem destaca o gráfico, todos os municípios analisados apresentaram saldo inferior em 2026 comparado ao ano anterior. Apenas para ressaltar: Rio das Ostras, apesar da queda, manteve o saldo mais estável.


segunda-feira, 6 de julho de 2026

ISS de São João da Barra ultrapassa Campos e Rio das Ostras — só fica atrás de Macaé

Segundo os dados da arrecadação do ISS de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com fonte no TCE-RJ, o levantamento contempla as prefeituras de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.

A arrecadação aumentou em todos os municípios analisados nesta postagem. Em termos absolutos, a menor arrecadação foi a de Campos, em função da fragilidade econômica da atividade de serviços. A de Macaé é a maior, por conta das atividades de serviços ligadas à Petrobras; em Rio das Ostras, o crescimento se deu em função da Zona Especial de Negócios; e em São João da Barra, a elevação foi puxada pelo Porto do Açu.

Por fim, vale o registro: a arrecadação de São João da Barra superou tanto a de Campos quanto a de Rio das Ostras, ficando atrás apenas da de Macaé. São os efeitos do Porto do Açu.

 

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Recorde de 15 anos: inadimplência do crédito chega a 4,7% em maio

No mês em que o governo federal lança o terceiro Desenrola Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas sobre a taxa de inadimplência do Brasil, referentes ao mês de maio de 2026: a inadimplência geral do crédito (livre e direcionado) ficou em 4,7%, patamar recorde desde o início da série histórica, em março de 2011. Já entre as pessoas físicas no crédito livre, o índice chegou a 7,6%.

O grande problema do perfil do endividamento está nas pessoas físicas, quando envolve a modalidade de crédito do cheque especial, onde a taxa de juros praticada pelos bancos gira em torno de 138%, o cartão de crédito rotativo, onde a taxa ultrapassa os 439%, e o empréstimo a pessoa física, onde a taxa de juros também é astronômica.

Outro aspecto que o consumidor esquece e não leva em consideração é que a taxa de juros do Brasil, na atual conjuntura, é uma das maiores do mundo: a Selic está em 14,25% ao ano.

Portanto, resumo da ópera: o Brasil se transformou em um verdadeiro cassino financeiro, com os bancos sendo os maiores protagonistas. Durma com um barulho desses!

 

 

Usinas quebradas, safra de pé: o paradoxo que ainda sustenta Campos

 

Segundo os números de emprego do CAGED, publicados ontem, a economia do município de Campos dos Goytacazes (RJ) aumentou o volume de contratações líquidas de trabalhadores, saltando de 1.530 empregos em maio de 2025 para 1.799 em maio de 2026, em termos relativos, o crescimento foi de 17,58%.

Essa elevação foi puxada pelo início da safra sazonal da cana de açúcar na economia local, pelas duas usinas ainda existentes, que se encontram em profundas dificuldades financeiras. Inclusive, circulou na mídia local, no final do ano passado, que uma das usinas, por estar soterrada em dívidas e devido à pouca matéria-prima (cana de açúcar) existente na região, não iria moer neste ano. O que foi uma surpresa para a gente é que ela está funcionando ainda nesta safra que se inicia.

Agora vamos aos números: a agropecuária em maio de 2025 criou 885 empregos, em maio de 2026 foram 1.061; o comércio criou 76 vagas em maio de 2025 e em maio de 2026 perdeu 39; a construção civil experimentou uma recuperação, pois em maio de 2025 ficou com o saldo de -160 e agora em maio de 2026 o saldo foi de 127 postos de trabalho formais; a indústria está em ascensão em função da safra da cana, de acordo com o CAGED, em maio de 2025 foram 386 vagas e em maio de 2026 foram 541 postos de trabalho; o setor de serviços em maio de 2025 criou 343 empregos e em maio de 2026 ocorreu uma retração, ficando com 109 empregos com carteira assinada.

Por fim, é importante lembrar aos leitores que a economia campista, a partir de maio até, no mais tardar, o mês de setembro, terá um pouco mais de dinheiro circulando e alimentando os segmentos econômicos de serviços e comércio da cidade, dos quais os lojistas tanto reclamam da falta de dinheiro. Um outro aspecto que não podemos esquecer de informar a todos é que a atual conjuntura agora é de sazonalidade e de tempo curto, pois o que mantém a economia de Campos atualmente são os investimentos da Petrobras em Macaé e o Porto do Açu em São João da Barra. Mas, de qualquer forma, temos sim que comemorar a geração de emprego e renda. É isso que queremos sempre. Trabalhador empregado é consumo certo na economia local!