sexta-feira, 24 de julho de 2026
Endividamento recorde: 82 milhões de brasileiros no vermelho, revela Serasa
Segundo
dados informados pelo jornal O Globo de hoje, 49% da população brasileira está
endividada (dado da Serasa, referente a cerca de 82,8 milhões de brasileiros,
apurado em março e divulgado em maio deste ano). Esses números alarmantes são
referentes a maio deste ano. Realmente é muita gente devendo no país, diga-se
de passagem, além de ser preocupante, pois quem se endivida perde totalmente a
capacidade de consumir, o que impacta negativamente o crescimento econômico.
Embora
exista, na atual conjuntura econômica, 8 milhões de pessoas no programa do
governo federal denominado Desenrola (que já beneficiou cerca de 15 milhões de
brasileiros desde sua primeira edição, em 2023), tentando melhorar o perfil de
devedor para se transformar novamente em potencial consumidor. Os dados do
período mencionado são de arrepiar.
São
vários os fatores que levaram a população brasileira a se endividar: o primeiro
foi a melhora da renda do trabalhador por meio dos aumentos reais do salário mínimo,
que ficaram acima da inflação; em segundo lugar, de acordo com algumas fontes,
os jogos das Bets, que geraram uma legião de pessoas viciadas, o que é
inaceitável; e, por último, a taxa de juros acima de 14,25% ao ano praticada
pelo Banco Central do Brasil.
Portanto,
o endividamento não é motivo de comemoração para ninguém. É, sim, uma situação
para se lamentar.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Queda nos royalties não esconde a fartura fiscal do petróleo no Rio
O
gráfico acima demonstra os valores das rendas petrolíferas recebidas pelos
municípios produtores de petróleo da região Norte Fluminense e Baixada
Litorânea do estado do Rio de Janeiro, referentes ao mês de julho de 2026, em
comparativo com junho de 2026, tanto daqueles que pertencem à Bacia de Campos,
como Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, quanto daqueles que
pertencem à Bacia de Santos, como é o caso de Maricá, Niterói e Saquarema.
Todos
os sete municípios caíram de junho para julho, tal movimento foi generalizado,
não um caso isolado. Niterói teve a maior queda (-17,8%), seguida de Maricá
(-14,1%) e São João da Barra (-11,6%). Rio das Ostras foi quem menos sofreu
(-5,6%). Essa diminuição coletiva pode estar relacionada à cotação do petróleo
ou ao volume de produção na Bacia de Campos ou na Bacia de Santos, e não a uma
questão específica de cada prefeitura.
Cabe
ressaltar que os dados acima refletem apenas os repasses já realizados entre
junho e julho de 2026. Para os próximos meses, contudo, é esperado que os
efeitos da recente elevação do barril de petróleo tipo Brent, provocada pelo
conflito geopolítico e econômico entre os EUA e o Irã, sejam sentidos nos
repasses realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). De qualquer forma,
é importante deixar claro que, apesar da queda de arrecadação registrada neste
post, tais prefeituras estão, sim, com os cofres abarrotados de dinheiro
proveniente dessa commodity estratégica, do ponto de vista econômico, que é o
petróleo.
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Escalada entre EUA e Irã leva Brent a quase US$ 100 e beneficia prefeituras da Bacia de Campos e de Santos
Com
a escalada do conflito geopolítico e geoeconômico no Oriente Médio, em função
das dificuldades existentes entre os Estados Unidos e o Irã em sentarem-se à
mesa para negociar, o petróleo tipo Brent, referência global para o preço do
petróleo, ultrapassou, ontem, os US$ 95,00.
Tal
conjuntura tem preocupado as autoridades mundiais, que já vislumbram a
possibilidade da volta da inflação, a elevação da taxa de juros pelos Bancos
Centrais e a redução do crescimento econômico, com a queda dos investimentos e
o consequente aumento do desemprego neste ano de 2026. O que é bastante
preocupante: por conta de um maluco, chamado Donald Trump, o mundo paga a
conta!
E,
se a dificuldade de negociação entre os dois países perdurar por mais tempo, o
preço do barril do petróleo poderá ultrapassar os US$ 100,00, agravando os
problemas econômicos e sociais na economia global.
Por
fim, como sempre destacamos para lembrar o leitor: esse aumento do petróleo
fará, sim, jorrar mais dinheiro nos caixas das prefeituras petrorrentistas do
estado do Rio de Janeiro. Ou seja, a guerra que mata crianças inocentes é a
mesma que faz a alegria dos prefeitos da Bacia de Campos e de Santos, do ponto
de vista financeiro. Para finalizar, vale a pena ressaltar: a arrecadação
dessas prefeituras continua na trajetória ascendente!
terça-feira, 21 de julho de 2026
Campos, Rio das Ostras e São João da Barra aceleram — só Macaé destoa na construção civil
No
que diz respeito aos empregos da construção civil, segundo o CAGED de maio de
2026 em relação a maio de 2025, nos municípios de Campos, Macaé, Rio das Ostras
e São João da Barra, observa-se, todavia, no gráfico, uma inversão de tendência
na empregabilidade da economia de Campos, que se recuperou do saldo líquido
negativo de maio de 2025 em maio de 2026.
Na
economia do petróleo de Macaé, verifica-se, também, um movimento inverso: em
maio de 2025 o saldo líquido era positivo e passou a ser negativo em maio de
2026. Ou seja, em Macaé, a terra do petróleo, a construção civil desacelerou.
Já
em Rio das Ostras e São João da Barra a recuperação foi positiva: ambas as
cidades saíram de saldos negativos para números positivos em maio de 2026.
Portanto,
a construção civil, responsável por uma gama de empregos de pouca qualificação,
conforme os números, perdeu fôlego somente em Macaé. Nos demais municípios, o
quadro foi positivo.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Campos é a maior cidade da região — e paga o pior salário
De acordo
com os dados da renda média mensal dos trabalhadores formais em salário mínimo
do setor privado, dos municípios registrados no gráfico, referentes aos anos de
2023 e 2024, segundo o IBGE, pode-se observar que, no caso de Campos, em 2024 ocorreu uma
expansão de 4,76%. Em Macaé, neste mesmo período, houve uma pequena retração de
1,75%. Em Rio das Ostras a renda permaneceu estável, e em São João da Barra
ocorreu um aumento de 4,26%.
Todavia,
quando se compara em termos absolutos o número de salários mínimos pagos pelas
empresas dos municípios aqui analisados, constata-se que, em Macaé, as
empresas, por conta da economia do petróleo, pagam os maiores salários da
região. Em segundo lugar vem a economia de São João da Barra, com as empresas
vinculadas à estrutura logística do Porto do Açu remunerando os trabalhadores
com quase cinco salários mínimos nos dois anos analisados. Em terceiro lugar,
Rio das Ostras, com as empresas da Zona Especial de Negócios (ZEN), remunerando
os trabalhadores do setor produtivo local com quase quatro salários mínimos. E
segurando a lanterninha está a economia de Campos, estruturada em cima de uma
indústria em decadência, que é a sucroalcooleira, e de uma indústria de
cerâmicas que, mal ou bem, ainda tem um bom desempenho, além da atividade
comercial e de serviços de baixo valor agregado e baixa remuneração dos
trabalhadores. Esses dados demonstram claramente o que a gente discute há
alguns anos: a fragilidade da economia de Campos.
Por fim,
ressalta-se que os municípios que possuem economias com grandes investimentos,
como Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, têm renda média elevada. Como a
economia de Campos é de atividades de baixo valor econômico, a renda média é
pequena. É simples assim!
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Em São João da Barra, 3 em cada 4 moradores estão no CadÚnico — cadê os empregos do Porto do Açu?
Segundo os dados estatísticos sobre a pobreza
que assola a região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro no mês de
junho de 2026, onde estão implantados a
Petrobras e o Porto do Açu e que, por conta disso, é um território com uma das
maiores rendas per capita do Brasil, cujos dados foram retirados do CadÚnico do
governo federal.
Pode-se
observar no infográfico acima que o maior índice de pobreza é do município de
São João da Barra, com 73,48%, que tem a menor população e a maior
vulnerabilidade social, onde aproximadamente três em cada quatro habitantes
sanjoanenses estão cadastrados no CadÚnico, na terra do Porto do Açu, que
supostamente possui maiores oportunidades de emprego e renda para a população.
Esses dados são estarrecedores, porque há muita gente numa cidade só em
vulnerabilidade social. Além do mais, a prefeitura tem um orçamento para este
ano de quase um bilhão de reais. Haja contraste!
No
caso de Campos, estão cadastradas no CadÚnico 213.688 pessoas em termos
absolutos, ou 41,17%, o que não é pouco, numa cidade onde a desigualdade social
historicamente é uma marca desde os tempos áureos do açúcar, passando pelo
ciclo do petróleo e chegando agora a uma economia que agoniza. Haja pobreza!
Em
Rio das Ostras, a pobreza também é uma aberração e chega a 40%, numa cidade que
tem muitas oportunidades de empregabilidade. Tal conjuntura é inexplicável!
Por
fim, temos Macaé que, apesar de ter o menor índice de pobreza dos quatro
municípios analisados, 37,80%, também é um município de oportunidades de
emprego por abrigar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, e mesmo assim se verifica
uma vulnerabilidade muito grande. Com isso, pode-se dizer que os números
continuam revelando um cenário deplorável no Norte Fluminense do Rio de
Janeiro, no que tange ao aspecto social. Que dura realidade!
Obs:
O índice de pobreza de Macaé é de 37,80% e não de 37,30% como está na arte do
gráfico.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Campos cresce 40% no emprego industrial enquanto Macaé recua 59,5%
No
que diz respeito a Campos, uma economia de serviços e com um setor industrial
que sobrevive a duras penas, com duas usinas em profunda dificuldade
financeira. No mês de maio de 2025, como em 2026, os empregos na indústria
aumentaram e se mantiveram dentro de uma curva de sustentabilidade relativa, em
função da safra sazonal da cana-de-açúcar, que se inicia no mês e vai, no mais
tardar, até setembro. Após esse período, a indústria passa a patinar e a
desempregar. Essa é a dura realidade de Campos. E quem sustenta a economia
local é o Porto do Açu e a Petrobras.
Já
no que diz respeito a Rio das Ostras, o percentual de criação de empregos na
indústria deu um salto de 200%. Se olharmos em termos absolutos, o município
que abriga a Zona Especial de Negócios (ZEN) criou somente três empregos em
2025 e nove em 2026. Pela estrutura industrial que possui, o município, é muito
pouco.
Já
Macaé, a terra da Petrobras, e São João da Barra, a terra do Porto do Açu, dois
motores de crescimento econômico regional, a decepção foi grande. Em Macaé, os
empregos recuaram 59,5%, e em São João da Barra, 127,0%, sendo que o pior é que
o saldo líquido é negativo em maio de 2026 na economia sanjoanense.
Portanto,
aí está o cenário dos empregos na indústria numa região que possui uma das
maiores rendas per capita do Brasil. Ou seja, a indústria local em maio
patinou!
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Trump mexe no Oriente Médio, e quem lucra são os municípios do petróleo no Rio
O
petróleo tipo Brent voltou a subir no dia de ontem por conta do aumento da
tensão entre os EUA e o Irã, em função da ameaça do presidente Trump de cobrar
pedágio sobre as embarcações que passarem pelo Estreito de Ormuz. Sempre ele.
Nesse
local passa uma boa parte do petróleo do Oriente Médio, cerca de 20%, para
irrigar a maioria das economias do mundo capitalista. O barril chegou a atingir
US$ 87,00 e aumentou 16% no acumulado do mês de julho; porém, logo depois, o
presidente americano, mantendo o seu comportamento vacilante de fazer política,
desistiu da ideia, e o preço do petróleo no mercado internacional recuou, mas
se manteve num patamar ainda alto, o que deixa de ser positivo para as
economias como um todo.
Tal
comportamento do chefe de Estado e de Governo dos Estados Unidos tem provocado
muita volatilidade nas economias: as Bolsas sobem e outras são derrubadas, e o
preço do dólar também sofre com aumento e diminuição, o que provoca
instabilidade nos agentes econômicos que vivem das exportações e importações.
Apenas um registro: após a posse do presidente americano, o mundo não é o
mesmo. O risco dos negócios elevou-se significativamente.
Outro
aspecto: com a elevação do preço do barril do petróleo, as exportações da
Petrobras se elevam; como decorrência, entram mais divisas no país, e a
consequência direta, entre outros fatores que também pressionam o câmbio, foi a
cotação do dólar chegar a R$ 5,07, o que, de certa forma, favorece o combate à
inflação no Brasil, pois, com o dólar mais barato, a tendência é entrar no
Brasil mais produtos importados. Esse movimento aumenta a concorrência interna
e os preços caem, compensando de certa forma a alta do barril do petróleo.
Mas,
de qualquer forma, a majoração do barril do petróleo, no que diz respeito ao
custo de vida, sempre é uma preocupação devido ao seu forte impacto nas cadeias
de produção, sobretudo nos alimentos, eis que esse item é o que pesa mais na
cesta de consumo das famílias de baixa renda. Ou seja, encarece o arroz e o feijão
na mesa do trabalhador.
O
lado bom do aumento do barril do petróleo é o aumento das receitas dos
royalties e das participações especiais, que vêm ocorrendo há algum tempo,
fazendo, com isso, a alegria dos prefeitos dos municípios produtores de
petróleo que pertencem à Bacia de Campos e à Bacia de Santos, do pré-sal. Um
chora e outro sorri.
Portanto,
a vida funciona assim: o que é bom para um pode não ser para o outro. E assim
caminha a humanidade.
terça-feira, 14 de julho de 2026
Enquanto Macaé lidera investimentos no Norte Fluminense, São João da Barra despenca quase 80%
O
gráfico apresenta a comparação dos investimentos públicos em obras e
equipamentos (ativo permanente) de janeiro a abril de 2025 e de 2026, cujos
dados foram retirados do TCE-RJ, em relação às prefeituras de Campos, Macaé,
Rio das Ostras e São João da Barra.
Como
se observa, na economia do petróleo de Macaé os investimentos aumentaram, em
2026, 11,35%, eles saíram de R$ 64,54 milhões em 2025 para R$ 71,87 milhões em
2026. É importante ressaltar que dentre os municípios analisados é o maior
valor absoluto. Em função também do grande orçamento público municipal, que
Macaé possui, mais de R$ 4 bilhões ao ano.
Em
Campos, a economia de serviços do Norte Fluminense, os investimentos se
elevaram 48,67% nos primeiros quatro meses de 2026 em relação ao mesmo período
de 2025. Será que o vice-prefeito de Wladimir Garotinho, que assumiu a
prefeitura em abril de 2026, já tem participação neste montante investido em
Campos pela prefeitura, ou ainda é a última digital do Wladimir que permanece
nestes investimentos públicos? Quem se habilita a responder tal pergunta?
Em
Rio das Ostras, a economia da Zona Especial de Negócios (ZEN), os investimentos
superaram os quatro mil por cento de janeiro a abril de 2026. Não estamos
diante de uma expansão extraordinária dos investimentos públicos em Rio das
Ostras. No quadrimestre de 2025 eles só investiram R$ 36,5 mil. Por conta
disso, ocorreu essa aberração dos números no comparativo.
Já
São João da Barra, a economia do Porto do Açu, confirma apenas o que nós
sabemos há muito tempo: a prefeitura historicamente investe muito pouco. No
primeiro quadrimestre de 2026, ocorreu uma significativa retração dos
investimentos públicos de 77,80%. Na verdade, a prefeita sanjoanense atual e os
antecessores são fortes em elevar a despesa corrente com a máquina pública.
Eles têm muitas dificuldades no que tange aos investimentos.
Por fim, encerramos dizendo que Macaé lidera os investimentos, seguido por Campos. São os dois maiores orçamentos da região Norte Fluminense. O que não é uma novidade para ninguém
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Macaé e Rio das Ostras investem mais em Cultura; Campos e SJB cortam
Segundo os
dados do gráfico a respeito dos gastos na área da Cultura dos municípios de
Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra no período de janeiro a abril
de 2025 e 2026, conforme o TCE-RJ, eles tiveram elevação de 107,77% em Macaé e
de 58,52% em Rio das Ostras, e diminuíram 25,63% em Campos e 80,02% em São João
da Barra.
Todavia, ao
se somar os gastos da Cultura de todos os municípios acima em 2025, eles
totalizaram o valor de R$ 16,6 milhões, e os de 2026 chegaram ao patamar de R$
19,7 milhões. O que se observa é que, no quadrimestre de 2026 em relação a
2025, houve um aumento de 18,90%, ou seja, essa foi a variação percentual no
investimento agregado desses municípios na região Norte Fluminense, que possuem
orçamentos bilionários, tanto em função da renda do petróleo, os royalties,
quanto por conta dos grandes investimentos existentes em seus territórios, como
no caso de Macaé, a Petrobras; em Rio das Ostras, a Zona Especial de Negócios
(ZEN); e em Campos, o forte setor de serviços.
Por fim, é
relevante esclarecer que tais investimentos foram realizados na área da difusão
cultural e da administração geral. E lembrando: em Campos e São João da Barra
os investimentos na Cultura tiveram retração.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
IPCA desacelera pelo segundo mês seguido: de 0,58% para 0,16%
Com
um alívio no preço dos alimentos, a inflação medida pelo IPCA de junho de 2026
ficou em 0,16%, ante 0,58% em maio, observa-se, portanto, uma desaceleração no
mês, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE.
Na
comparação com junho de 2025, também houve recuo: o índice daquele mês havia
ficado em 0,24%, contra os 0,16% registrados agora em 2026, como já
mencionamos.
Vale
destacar que a queda de 0,24% no grupo Alimentação e bebidas, que tem peso
relevante no orçamento das famílias, ajudou a compensar a pressão exercida pelo
grupo Habitação, que subiu 0,63%, impulsionado pelos aumentos na conta de luz.
Por
fim, como está evidenciado no gráfico, apesar da desaceleração de junho, o
acumulado de janeiro a junho foi de 2,99% em 2025 e de 3,36% em 2026, ou seja,
o primeiro semestre deste ano foi mais inflacionário do que o mesmo período do
ano passado.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Terra do petróleo, Macaé arrecada R$ 1,73 bilhão e lidera entre os quatro municípios
O
gráfico apresenta a receita total realizada das prefeituras de Campos, Macaé,
Rio das Ostras e São João da Barra, de janeiro a abril de 2025 e de 2026, cujos
dados foram retirados do TCE-RJ, e mostra também o município que possui a maior
receita absoluta do grupo, atingindo R$ 1,73 bilhão, Macaé, e o seu crescimento
de 3,15%. Demonstra ainda o município que teve a maior expansão da arrecadação,
no caso em tela, de 14,15% no período analisado: Campos.
No
ensejo, ressalta os municípios que tiveram crescimento moderado da receita,
casos de Rio das Ostras e São João da Barra, respectivamente, de 7,06% e 4,67%.
Por
fim, pode-se afirmar, com base nos números, que os municípios analisados neste
post elevaram as suas arrecadações no primeiro quadrimestre de 2026 em relação
ao de 2025. No caso de Campos, a receita total nesse recorte de tempo foi
impactada positivamente pelos royalties do petróleo, pelo IPTU, cujo pagamento
teve início em fevereiro, e pelo ISS, é pequeno, mas ajuda a somar; Macaé,
pelas receitas do ISS das empresas prestadoras de serviços à Petrobras e também
pelos recursos financeiros oriundos dos royalties; Rio das Ostras, pelo IPTU,
decorrente do ISS da Zona Especial de Negócios (ZEN), e pelas rendas
petrolíferas; e São João da Barra, pelo IPTU, pelo ISS das empresas do Porto do
Açu e também pelos royalties. Assim, pode-se terminar dizendo o seguinte: pelos
números, tudo indica que o dinheiro no primeiro quadrimestre de 2026 não faltou
nessas prefeituras.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Brent sobe 6% após ataque dos EUA ao Irã: mais dinheiro para os cofres do Rio em agosto
O
ataque de ontem dos Estados Unidos contra o Irã mexeu no mercado de petróleo
através da elevação do preço do barril tipo Brent, com a majoração de mais de
6% em apenas um dia. Uma loucura!
O
ataque decorre da ação militar dos iranianos por terem atacado três navios
comerciais internacionais, também no dia de ontem, que passavam pelo estreito
de Ormuz. Neste ambiente econômico passa 20% do petróleo consumido pelo mundo.
Uma quantidade expressiva, diga-se de passagem.
A
consequência direta desse episódio, além do aumento do barril do petróleo, foi
o impacto sobre as bolsas de valores espalhadas pelo mundo e a elevação do
dólar. Tal conjuntura poderá criar nas economias mundiais uma expectativa inflacionária
através do encarecimento dos preços dos bens e serviços. O que é profundamente
negativo.
Por
outro lado, como tudo na vida possui um aspecto bom e ruim, o aludido ataque
também apresenta o seu aspecto positivo, especificamente no caso em tela,
relacionado às economias petrorrentistas do estado do Rio de Janeiro. Com a
alta do preço do barril tipo Brent, que é o tipo que a Agência Nacional do
Petróleo (ANP) utiliza para calcular os royalties, e juntamente com o aumento
do dólar, os prefeitos dos municípios que pertencem à Bacia de Campos e à de
Santos receberão nos próximos meses, sobretudo nos repasses de agosto e
setembro, mais dinheiro nos seus respectivos caixas. O que não é nada mal.
Portanto,
essa é a dura realidade econômica da geopolítica contemporânea mundial, em
função de muito maluco estar em cargo de comando atualmente.
terça-feira, 7 de julho de 2026
Setor de serviços perde vagas em Macaé, Campos, São João da Barra e Rio das Ostras em maio de 2026
O
mercado de trabalho do setor de prestação de serviços dos municípios de Campos,
Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra, segundo o CAGED, sofreu retração na
criação de vagas de emprego no mês de maio de 2026 em relação a maio de 2025.
Na
economia do petróleo de Macaé, o setor perdeu 71,82% dos postos; na economia de
serviços de Campos, o emprego encolheu 68,22%; na economia portuária de São
João da Barra, as vagas diminuíram 24,36%; e em Rio das Ostras, cuja economia
se sustenta pela Zona Especial de Negócios (ZEN), o setor de serviços teve
queda de 13,21%.
Portanto,
como bem destaca o gráfico, todos os municípios analisados apresentaram saldo
inferior em 2026 comparado ao ano anterior. Apenas para ressaltar: Rio das
Ostras, apesar da queda, manteve o saldo mais estável.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
ISS de São João da Barra ultrapassa Campos e Rio das Ostras — só fica atrás de Macaé
Segundo
os dados da arrecadação do ISS de janeiro a abril de 2026 em relação ao mesmo
período de 2025, com fonte no TCE-RJ, o levantamento contempla as prefeituras
de Campos, Macaé, Rio das Ostras e São João da Barra.
A
arrecadação aumentou em todos os municípios analisados nesta postagem. Em
termos absolutos, a menor arrecadação foi a de Campos, em função da fragilidade
econômica da atividade de serviços. A de Macaé é a maior, por conta das
atividades de serviços ligadas à Petrobras; em Rio das Ostras, o crescimento se
deu em função da Zona Especial de Negócios; e em São João da Barra, a elevação
foi puxada pelo Porto do Açu.
Por
fim, vale o registro: a arrecadação de São João da Barra superou tanto a de
Campos quanto a de Rio das Ostras, ficando atrás apenas da de Macaé. São os
efeitos do Porto do Açu.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Recorde de 15 anos: inadimplência do crédito chega a 4,7% em maio
No mês em que o governo federal lança o
terceiro Desenrola Brasil, o Banco Central divulga as estatísticas sobre a taxa
de inadimplência do Brasil, referentes ao mês de maio de 2026: a inadimplência
geral do crédito (livre e direcionado) ficou em 4,7%, patamar recorde desde o início da
série histórica, em março de 2011. Já entre as pessoas físicas no crédito
livre, o índice chegou a 7,6%.
O
grande problema do perfil do endividamento está nas pessoas físicas, quando
envolve a modalidade de crédito do cheque especial, onde a taxa de juros
praticada pelos bancos gira em torno de 138%,
o cartão de crédito rotativo, onde a taxa ultrapassa os 439%, e o empréstimo
a pessoa física, onde a taxa de juros também é astronômica.
Outro
aspecto que o consumidor esquece e não leva em consideração é que a taxa de
juros do Brasil, na atual conjuntura, é uma das maiores do mundo: a Selic está
em 14,25% ao ano.
Portanto,
resumo da ópera: o Brasil se transformou em um verdadeiro cassino financeiro,
com os bancos sendo os maiores protagonistas. Durma com um barulho desses!
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Usinas quebradas, safra de pé: o paradoxo que ainda sustenta Campos
Segundo
os números de emprego do CAGED, publicados ontem, a economia do município de
Campos dos Goytacazes (RJ) aumentou o volume de contratações líquidas de
trabalhadores, saltando de 1.530 empregos em maio de 2025 para 1.799 em maio de
2026, em termos relativos, o crescimento foi de 17,58%.
Essa
elevação foi puxada pelo início da safra sazonal da cana de açúcar na economia
local, pelas duas usinas ainda existentes, que se encontram em profundas
dificuldades financeiras. Inclusive, circulou na mídia local, no final do ano
passado, que uma das usinas, por estar soterrada em dívidas e devido à pouca
matéria-prima (cana de açúcar) existente na região, não iria moer neste ano. O
que foi uma surpresa para a gente é que ela está funcionando ainda nesta safra
que se inicia.
Agora
vamos aos números: a agropecuária em maio de 2025 criou 885 empregos, em maio
de 2026 foram 1.061; o comércio criou 76 vagas em maio de 2025 e em maio de
2026 perdeu 39; a construção civil experimentou uma recuperação, pois em maio
de 2025 ficou com o saldo de -160 e agora em maio de 2026 o saldo foi de 127
postos de trabalho formais; a indústria está em ascensão em função da safra da
cana, de acordo com o CAGED, em maio de 2025 foram 386 vagas e em maio de 2026
foram 541 postos de trabalho; o setor de serviços em maio de 2025 criou 343
empregos e em maio de 2026 ocorreu uma retração, ficando com 109 empregos com
carteira assinada.
Por
fim, é importante lembrar aos leitores que a economia campista, a partir de
maio até, no mais tardar, o mês de setembro, terá um pouco mais de dinheiro
circulando e alimentando os segmentos econômicos de serviços e comércio da
cidade, dos quais os lojistas tanto reclamam da falta de dinheiro. Um outro
aspecto que não podemos esquecer de informar a todos é que a atual conjuntura
agora é de sazonalidade e de tempo curto, pois o que mantém a economia de
Campos atualmente são os investimentos da Petrobras em Macaé e o Porto do Açu
em São João da Barra. Mas, de qualquer forma, temos sim que comemorar a geração
de emprego e renda. É isso que queremos sempre. Trabalhador empregado é consumo
certo na economia local!












